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Brasil deve colher safra recorde de grãos em 2025, aponta IBGE

Estimativa de junho prevê produção de 333,3 milhões de toneladas, com aumento de 40,6 milhões sobre 2024

A área colhida em 2025 tem previsão de elevar em 81,2 milhões de hectares (GDM/Divulgação)

A área colhida em 2025 tem previsão de elevar em 81,2 milhões de hectares (GDM/Divulgação)

Publicado em 10 de julho de 2025 às 15h58.

Última atualização em 10 de julho de 2025 às 16h04.

A produção de grãos no Brasil deve alcançar 333,3 milhões de toneladas em 2025, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa aumento de 13,9% em relação à safra de 2024.

A estimativa prevê crescimento de 40,8 milhões de toneladas na comparação com o mesmo período do ano anterior. Na comparação com o mês de maio, o estudo apontou alta de 0,2%, acréscimo de 698,6 mil toneladas.

A área colhida em 2025 tem previsão de elevar em 81,2 milhões de hectares, acréscimo de 2,1 milhões de hectares em comparação com o ano anterior. Na comparação com maio, o crescimento foi de 15,3 mil hectares.

"A estimativa de junho para a safra 2025 é recorde da série histórica do IBGE. O crescimento da safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas em relação a 2024 é consequência do aumento da área plantada e da produtividade das principais culturas, uma vez que, com exceção do Rio Grande do Sul, o clima no segundo semestre de 2024 e durante o ano de 2025 favoreceu as lavouras nas principais unidades da federação produtoras”, disse o gerente do LSPA, Carlos Barradas.

Milho lidera safra

O milho aparece como principal destaque na estimativa da safra de 2025, segundo o levantamento. Além de liderar em volume de produção, o cereal apresenta crescimento em relação ao ano anterior, especialmente na segunda safra. Arroz e soja também mantêm participação expressiva na composição da produção nacional de grãos.

  • Milho: 131,4 milhões de toneladas;
  • Café canephora: 1,2 milhão de toneladas (ou 20 milhões de sacas de 60 kg);
  • Cevada: 545,9 mil toneladas;
  • Algodão (em caroço): 9,3 milhões de toneladas.

Desempenho regional

A estimativa de junho mostra crescimento na produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em todas as regiões do país em comparação com 2024:

  • Centro-Oeste: 17,5%;
  • Sul: 8,2%;
  • Sudeste: 14,7%;
  • Nordeste: 9,2%;
  • Norte: 15,2%.

Na comparação com o mês anterior, os maiores avanços foram observados nas regiões Norte (0,6%), Sul (0,5%), Nordeste (0,4%), Sudeste e Centro-Oeste (0,0%).

Já em relação à participação das regiões na produção nacional de grãos, o estudo destacou:

  • Centro-Oeste: 51,0%;
  • Sul: 25,4%;
  • Sudeste: 8,9%;
  • Nordeste: 8,4%;
  • Norte: 6,3%.

Mato Grosso é o maior produtor de grãos do país, com participação de 31,5% na estimativa para 2025. Em seguida estão Paraná (13,6%), Goiás (11,6%), Rio Grande do Sul (9,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,5%). Esses seis estados somam 79,5% da produção nacional.

Por regiões, o Centro-Oeste concentra 51% da produção de grãos, o Sul tem 25,4%, o Sudeste registra 8,9%, o Nordeste tem 8,4% e o Norte, 6,3%. Na comparação mensal, as maiores altas nas estimativas de produção ocorreram no Paraná (447,1 mil toneladas), Bahia (177,6 mil toneladas) e Tocantins (108,9 mil toneladas).

As principais quedas foram registradas em Pernambuco (16,1 mil toneladas), Ceará (15,3 mil toneladas) e Sergipe (9,7 mil toneladas), além do Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Amapá.

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