Trump impôs tarifas adicionais no valor de 10% a todas as exportações brasileiras aos EUA (Getty Images via AFP)
Agência de notícias
Publicado em 3 de abril de 2025 às 07h46.
Última atualização em 3 de abril de 2025 às 07h52.
O presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), Pedro Lupion (PP-PR), afirmou que as tarifas apresentadas pelo presidente americano Donald Trump para os produtos brasileiros, de 10% de alíquota, é menos grave do que o setor esperava e que a taxação poderá ser uma oportunidade para que outros países busquem as commodities brasileiras.
Trump impôs tarifas adicionais no valor de 10% a todas as exportações brasileiras aos EUA. O governo brasileiro diz avaliar possibilidades para "assegurar a reciprocidade no comércio bilaterial".
O Congresso Nacional aprovou o projeto de lei que permite ao Brasil responder com sanções comerciais os países que não mantenham uma relação de isonomia econômica, chamado de projeto da reciprocidade. O texto vai à sanção do presidente Lula.
"A tarifa de 10% é menos grave do que esperávamos. A média de taxa hoje para os produtos do Brasil é de 5%. Eu estava pessimista, esperava uma tarifa maior. Acho que isso abre oportunidade para nós dos demais países procurarem o Brasil para comprar as commodities, do que os EUA", disse Lupion, líder da bancada do agro.
Assim como o governo brasileiro, Lupion acredita que as respostas comerciais precisam ser dadas co cautela.
"Vai ter um impacto, mas precisamos analisar. Acho que não seria positivo uma tarifa geral para todos os produtos (americanos), precisamos tratar especificamente produto por produto. A resposta também não precisa ser imediata. Ainda temas dúvidas se as tarifas são adicionais ou serão complementares. Agora, os EUA tem superávit comercial com o Brasil, estamos equilibrando o jogo mais uma vez", afirmou.