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Cartão de crédito reduz cheques sem fundo a menor nível desde 2004

Foram 1,120 bilhão de pagamentos feitos com cheque, dos quais 19,7 milhões não tinham fundos

Orçamento pessoal: brasileiro tem preferido financiamentos mais longos, com cartão (stock.XCHNG)

Orçamento pessoal: brasileiro tem preferido financiamentos mais longos, com cartão (stock.XCHNG)

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Da Redação

Publicado em 18 de janeiro de 2011 às 13h20.

São Paulo - A substituição crescente dos cheques pelos cartões de crédito levaram a uma queda expressiva nas devoluções desses documentos por falta de provisão do correntista, em 2010, segundo o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundo. Do total de pagamentos feitos com cheques (1,120 bilhão de documentos), 1,76% não tinha fundos, o correspondente a 19,7 milhões - o mais baixo nível desde 2004, quando a taxa atingiu 1,58%.

De janeiro a dezembro de 2009, foram devolvidos 2,15% dos cheques emitidos, um volume de 26,5 milhões de documentos sem fundo. No ano passado, o estado do Amapá liderou com 10,79%, enquanto São Paulo apresentou o menor índice de devolução (1,32%).

Por meio de nota, a Serasa informou que na análise dos economistas a redução “é resultado da preferência do consumidor por formas de financiamento com prazos mais longos que o pré-datado e com possibilidade de fazer pagamentos mínimos, como no cartão de crédito”.

Esses analistas apontaram que as devoluções cresceram apenas nos dois últimos meses do ano passado, período em que o consumidor evitou atingir o limite do cartão de crédito. Para o primeiro trimestre deste ano, os economistas da Serasa preveem maior risco de inadimplência com cheques em razão do aumento das despesas tradicionais dessa época: pagamento do Imposto Predial e Territorial e Urbano (IPTU) e do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e despesas escolares.

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