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Greve dos entregadores: quais estados serão afetados?

O sindicato da categoria classifica este movimento como ‘o maior breque dos apps da história do Brasil’

Os entregadores alegam que os ganhos atuais não cobrem os custos de combustível, manutenção dos veículos e os riscos inerentes ao trabalho nas ruas (iFood/Divulgação)

Os entregadores alegam que os ganhos atuais não cobrem os custos de combustível, manutenção dos veículos e os riscos inerentes ao trabalho nas ruas (iFood/Divulgação)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 31 de março de 2025 às 15h13.

Última atualização em 31 de março de 2025 às 16h30.

Nesta segunda-feira, entregadores de aplicativos em 59 cidades do Brasil, distribuídas em 18 estados e no Distrito Federal, cruzaram os braços em uma paralisação que promete pressionar gigantes do delivery como iFood e Uber Flash.

O objetivo é reivindicar condições de trabalho mais justas e remuneração compatível com os desafios da profissão. A greve, organizada pela Aliança Nacional dos Entregadores por Aplicativos (Anea), tem previsão de durar até terça-feira, 1º de abril, e levanta questões sobre o futuro do trabalho por aplicativos no país.

Quais são os estados afetados?

  • São Paulo
  • Alagoas
  • Amazonas
  • Pará
  • Bahia
  • Ceará
  • Goiás
  • Distrito Federal
  • Minas Gerais
  • Paraíba
  • Rio Grande do Norte
  • Rio Grande do Sul
  • Pernambuco
  • Rio de Janeiro
  • Santa Catarina
  • Paraná
  • Rondônia
  • Mato Grosso
  • Maranhão

Por que a paralisação? As reivindicações no centro do debate

Esta não é a primeira vez que os entregadores se mobilizam. Em 2020, durante o auge da pandemia, a categoria já havia realizado duas paralisações. Agora, as reivindicações ganham ainda mais força, com o argumento de que a falta de reajustes salariais tem tornado a atividade insustentável. Os entregadores alegam que os ganhos atuais não cobrem os custos de combustível, manutenção dos veículos e os riscos inerentes ao trabalho nas ruas.

As principais reivindicações incluem:

  • Aumento no valor da entrega: de R$ 6,50 para R$ 10, buscando equiparar os ganhos ao aumento do custo de vida.

  • Reajuste do quilômetro rodado: de R$ 1,50 para R$ 2,50, em resposta ao aumento dos preços dos combustíveis.

  • Limite de distância para entregas de bicicleta: estabelecer um raio máximo de 3 km, visando otimizar o tempo e o esforço dos entregadores.

  • Fim das entregas agrupadas: garantir o pagamento individual por cada entrega realizada, reconhecendo o trabalho adicional.

O mapa da paralisação: cidades e capitais afetadas

A Anea classifica este movimento como "o maior breque dos apps da história do Brasil". Até o momento, 59 cidades estão com entregadores paralisados, e atos de rua estão previstos em 19 capitais:

  • São Paulo

  • Maceió

  • Manaus

  • Belém

  • Salvador

  • Fortaleza

  • Goiânia

  • Distrito Federal

  • Belo Horizonte

  • João Pessoa

  • Natal

  • Porto Alegre

  • Recife

  • Rio de Janeiro

  • Florianópolis

  • Curitiba

  • Porto Velho

  • Cuiabá

  • São Luís

Greve prevista para maio

O objetivo da categoria é que seja a "maior paralisação da história". O Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Moto-Taxistas do Estado de São Paulo (SindimotoSP) afirmou que a greve ocorrerá em todo o Brasil, que conta com cerca de 1,8 milhão de entregadores e mototaxistas.

Só em São Paulo, a categoria tem entre 700 mil e 800 mil trabalhadores, segundo a entidade.

Os entregadores já preveem para o dia 2 de maio outra greve geral, chamada de "feriadão", com o objetivo de pressionar por mudanças nas condições de trabalho.

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