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Greve provoca suspensão de aulas da graduação e pós na UEL

Greve dos servidores técnico-administrativos e professores provocou a suspensão do calendário de aulas dos cursos de graduação e pós-graduação


	Universidade Estadual de Londrina (UEL): funcionários públicos estão de braços cruzados há quase dois meses
 (Divulgação/Agência UEL)

Universidade Estadual de Londrina (UEL): funcionários públicos estão de braços cruzados há quase dois meses (Divulgação/Agência UEL)

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Da Redação

Publicado em 25 de maio de 2015 às 22h24.

Londrina - O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no norte do Paraná, determinou nesta segunda-feira, 25, a suspensão do calendário de aulas dos cursos de graduação e pós-graduação até o final da greve dos servidores técnico-administrativos e professores.

Os funcionários públicos estão de braços cruzados há quase dois meses, a paralisação também afeta o atendimento nos hospitais Universitário (HU) e de Clínicas (HC).

A suspensão afeta diretamente o vestibular da UEL, considerado o mais concorrido entre instituições públicas do interior do Paraná, com participação média de cerca de 25 mil candidatos/ano.

A proposta foi aprovada por 31 dos 34 conselheiros presentes. O resultado foi comemorado pelas pessoas que acompanhavam a reunião.

A reunião foi acalorada. Os membros do órgão tiveram que mudar da Sala dos Conselhos, por conta do grande número de presentes, e transferiram as discussões para o anfiteatro do Centro de Ciências Biológicas (CCB). Centenas de pessoas acompanharam o debate.

O Cepe também suspendeu a data do processo de inscrição do vestibular, marcada até então para ocorrer entre os dias 10 de agosto e 10 de setembro deste ano.

O processo seletivo só volta a ser discutido com o fim da greve de servidores e docentes.

A única situação pendente foi a manutenção dos trabalhos acadêmicos dentro dos HU e HC.

A Comissão de Ética do Comando de Mobilização dos grevistas deve decidir os impactos da suspensão das aulas sobre os residentes dos cursos de Medicina e Odontologia.

Caso os serviços prestados pelos alunos em residência no Hospital Universitário e na Clínica Odontológica sejam considerados essenciais, as atividades continuam, independente da greve. A direção da UEL não deu entrevista.

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