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Lewandowski apresentará PEC da Segurança para a Câmara na terça-feira

Ministro da Justiça marcou reunião com líderes partidários na residência oficial de Motta

Ricardo Lewandowski: ministro da Justiça apresentará a PEC da Segurança Pública aos líderes da Câmara dos Deputados (STF/Flickr/Divulgação)

Ricardo Lewandowski: ministro da Justiça apresentará a PEC da Segurança Pública aos líderes da Câmara dos Deputados (STF/Flickr/Divulgação)

Agência o Globo
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Publicado em 3 de abril de 2025 às 15h50.

Última atualização em 3 de abril de 2025 às 16h25.

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O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, apresentará a PEC da Segurança Pública aos líderes da Câmara dos Deputados na terça-feira, em reunião na residência oficial do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). Lewandowski divulgou o conteúdo do texto na semana passada.

O objetivo central da proposta é integrar os esforços da União, dos estados e dos municípios para tornar mais eficiente o combate à violência e oficializar as guardas municipais como forças de policiamento.

O governo Lula demorou pelo menos nove meses para elaborar o texto. A PEC enfrentou entraves, sobretudo com as críticas dos governos estaduais, receosos de perderem poder na área. Um dos argumentos é que a proposta retirava o poder das polícias civil e militar. Para sanar o impasse, foi incluído um parágrafo para explicitar que as novas atribuições concedidas à União “não excluem as competências comum e concorrente dos demais entes federados”, nem restringem a subordinação das polícias estaduais e dos corpos de bombeiros aos governadores.

Apesar dos esforços do ministro da Justiça, a expectativa de integrantes da articulação e lideranças governistas é de que a matéria não será prioridade entre os esforços da base ao longo do ano. Além da rejeição de governadores e partidos de centro, o entendimento de governistas é de que a oposição ainda poderia usar a proposta para realizar uma série de modificações na área de segurança. Auxiliares de Lula lembram que se o texto se tornar um “Frankenstein”, o Executivo não poderia mais “consertá-lo”, já que PEC não tem vetos presidenciais.

Deputados e aliados do presidente Lula justificam que a composição da Câmara e do Senado, com maioria de parlamentares conservadores poderia levar a inclusão de trechos indesejados pelo governo, agradando, inclusive, a base bolsonarista. A avaliação é de que para evitar uma tramitação conturbada e com resultados negativos ao governo, seria necessário um esforço e desgaste político fora do comum. Os auxiliares de Lula afirmam que preferem gastar suas energias com outras propostas do governo que tenham mais chances de avanço e bons frutos.

A tramitação do projeto de lei que aumenta a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil já foi elencada como prioridade número um dos governistas, todo foco de articulação estará nela. Mas, além disso, é possível acrescentar na mesa de negociações projetos de segurança que sejam de tramitação ordinária, ou seja, projetos de lei comuns. Esses são de aprovação mais fácil, tem a possibilidade de vetos e ainda poderão carregar temas mais populares, que contribuam para elevar a aprovação do presidente Lula.

O Ministério da Justiça estuda enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que endurece a punição a quem recebe ou vende celular roubado, a partir da alteração do crime de "receptação qualificada". Pesquisas internas contratadas pelo governo indicam que o furto de smartphones é um dos motivos de maior insatisfação da população. Uma minuta da pasta comandada pelo ministro Ricardo Lewandowski foi redigida e enviada ao Palácio do Planalto, onde o texto é analisado pela Casa Civil. O estudo sugere a alteração da pena máxima desse tipo de crime de seis anos de prisão para 12 anos.

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