Lula: petista venceria todos os adversários em disputa de segundo turno
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 3 de abril de 2025 às 07h18.
Última atualização em 3 de abril de 2025 às 07h33.
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 3, simulou diversos cenários eleitorais para a eleição presidencial de 2026. O levantamento indica que, se as eleições fossem hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria todos os adversários simulados em disputas de segundo turno.
Nos oito cenários testados no levantamento, o petista aparece à frente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), da ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro (PL), do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), dos governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Jr. (PSD), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União) e do influenciador Pablo Marçal (PRTB). Os dados mostram que mesmo em um momento de queda de popularidade, Lula apresenta números competitivos para disputa da reeleição em 2026 contra seus principais opositores.
O cenário mais apertado é observador contra Bolsonaro. O ex-presidente aparece com 40%, contra 44% de Lula. Ao considerar a margem de erro do levantamento, ambos podem estar tecnicamente empatados dentro do limite do indicador. Bolsonaro, vale lembrar, está inelegível até 2030 e não poderá disputar a eleição de 2026. Michelle, com 38% contra 44% de Lula, e Tarcísio, com 37% contra 43%, são outros nomes da direita que aparecem competitivos em disputas contra o presidente.
Em todas as simulações, Lula mantém intenções de voto entre 42% e 45%. No cenário mais favorável, o petista aparece com 44%, contra 30% de Ronaldo Caiado, uma diferença de 14 pontos percentuais. A vantagem de Lula também se mantém acima de 10 pontos percentuais em simulações contra Romeu Zema e Eduardo Bolsonaro.
Por outro lado, Ratinho Júnior e Pablo Marçal têm o mesmo percentual de intenção de votos (35%), com a diferença no desempenho de Lula, que varia de 42% contra o governador do Paraná a 44% contra o influenciador.
A pesquisa, realizada entre os dias 27 e 31 de março, ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, através de entrevistas presenciais com questionários estruturados. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, e o índice de confiança é de 95%.
Apesar do resultado positivo nas simulações contra nomes da direita, a pesquisa Quaest mostra que a rejeição à candidatura a reeleição de Lula cresce nos últimos meses. Em julho de 2024, 53% diziam que o presidente não deveria ser candidato. Esse número saltou para 62% neste último levantamento.
A aceitação a sua candidatura ficou em 35%, o menor percentual desde o início da série histórica do levantamento. Em julho do ano passado, 45% afirmavam que Lula deveria ser candidato.
Os números também revelam que a porcentagem de eleitores que ainda não sabem ou não respondem a essa questão permanece estável, com 3% nos três pontos temporais analisados.
Lula e Bolsonaro apresentam as maiores taxas de rejeição, com 55% dos eleitores afirmando que não votariam neles, embora ambos mantenham uma base de apoio, com 41% e 39% dizendo que votariam, respectivamente.
Michelle Bolsonaro também enfrenta rejeição, com 48% dos entrevistados indicando que não votariam nela, enquanto 30% afirmam que votariam. Outros nomes, como Tarcísio de Freitas (35% de rejeição) e Pablo Marçal (42% de rejeição), ainda recebem apoio menor, com 25% e 28% de intenções de voto, respectivamente.
Além disso, nomes como Tarcísio de Freitas (40%), Eduardo Bolsonaro (50%) e Ratinho Júnior (51%), Romeu Zema (58%) e Ronaldo Caiado (61%) registram alta taxa de desconhecimento do eleitor. O influenciador Pablo Marçal, por exemplo, tem uma porcentagem menor de "não conhece" que todos os governadores testados no levantamento.
Com Bolsonaro inelegível, a pesquisa questionou quem deveria ser o candidato da direita em 2026. Tarcísio, com 15%, e Michelle, com 14%, lideram o levantamento. Marçal (11%) e Ratinho Jr. (9%) são outros nomes citados. Eduardo, Zema, Caiado e Eduardo Leite registram 4% cada nessa simulação.
O número de eleitores que não indicam uma preferência é 19%, percentual acima de qualquer nome citado no levantamento. Em entrevistas, Bolsonaro tem reafirmado que é o único nome da direita para disputar a presidência e manterá a sua candidatura "até o final".