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No Japão, Lula reage à guerra tarifária de Trump: 'Não podemos ficar parados'

Presidente afirmou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio contra taxação do aço

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista coletiva em Tóquio (AFP)

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Agência o Globo
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Publicado em 27 de março de 2025 às 06h56.

Última atualização em 27 de março de 2025 às 06h58.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira, 27, que o Brasil não pode permanecer "parado" diante das tarifas de Donald Trump.

Na véspera, o republicano ampliou sua lista tarifária com taxas aduaneiras de 25% sobre "todos os automóveis que não são fabricados nos Estados Unidos". A medida também atinge peças automotivas avulsas.

"Não podemos ficar parados, acreditando que só eles têm razão e que só eles podem taxar outros produtos", declarou Lula a jornalistas, no encerramento de sua visita a Tóquio. "Vamos tomar as medidas que consideramos boas para o Brasil".

Lula adiantou que Brasília recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos ao aço, mas evitou dizer se aplicaria tributos sobre produtos importados do país norte-americano.

O presidente destacou que o comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos alcança quase US$ 87 bilhões e que é superavitário para a potência norte-americana. Lula insistiu que as tarifas terão um efeito negativo para os Estados Unidos.

"Se ele (Trump) está pensando em taxar tudo o que os Estados Unidos importam, isso será prejudicial para os Estados Unidos. Vai elevar os preços das coisas e causar uma inflação que ele não percebe", afirmou Lula.

"Acho que essas tarifas são muito ruins (...) estão dificultando o comércio no mundo. Esse protecionismo não ajuda nenhum país do mundo", completou.

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