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Sem investigar, Comissão de Ética da Presidência arquiva caso Wajngarten

Secretário especial da Comunicação seria investigado por suposto conflito de interesses entre seus negócios e sua atuação no governo

Secretário é sócio da FW Comunicação e Marketing (Ueslei Marcelino/Reuters)

Secretário é sócio da FW Comunicação e Marketing (Ueslei Marcelino/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 18 de fevereiro de 2020 às 14h24.

Última atualização em 18 de fevereiro de 2020 às 14h24.

A Comissão de Ética da Presidência não vai investigar o secretário especial da Comunicação, Fábio Wajngarten, por suposto conflito de interesses entre seus negócios e sua atuação no governo. Por quatro votos a dois, o colegiado decidiu arquivar o caso nesta terça-feira, 18.

, entre elas as redes de TV Band e Record. O caso foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo.

Em nota divulgada pela assessoria de imprensa do Planalto, a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) afirmou que "ficou comprovado" que não há conflito de interesses e que "nenhum grupo econômico do setor foi favorecido pelos atos administrativos do secretário de Comunicação".

"Prevaleceu a verdade e o bom senso. Não há nada de aético ou ilegal na atuação do Secretário Fábio Wajngarten, à frente da Secretaria de Comunicação. A denúncia arquivada é um atestado de idoneidade a ele", diz o texto.

Mesmo com o arquivamento na Comissão de Ética, Wajngarten continua sendo investigado pela Polícia Federal.

O inquérito foi instaurado a pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Brasília e tramita em sigilo.

"O Secretário de Comunicação continua confiante de que em outros fóruns aonde as supostas denúncias são objeto de apuração, a conclusão será a mesma porque elas não encontram respaldo na realidade", conclui a nota.

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