Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 3 de abril de 2025 às 15h08.
Última atualização em 3 de abril de 2025 às 15h40.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta quinta-feira, 3, a comercialização, distribuição, fabricação e propaganda de suplementes alimentares com Ora-pro-nóbis.
Segundo a Anvisa, a determinação acontece pela comercialização e a veiculação de propagandas irregulares de diversos suplementos alimentares com composição em desacordo com o regulamento técnico específico do produto.
A agência afirma que a Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata), não é autorizada como ingrediente de suplementos alimentares. Segundo normas do órgão, um ingrediente precisa passar por uma avaliação de segurança e eficácia antes de ser autorizada a ser utilizada como suplemento alimentar.
Suplementos alimentares, segundo a agência, não são medicamentos e, por isso, não servem para tratar, prevenir ou curar doenças. Os suplementos são destinados a pessoas saudáveis. Sua finalidade é fornecer nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos em complemento à alimentação.
Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), A Ora-pro-nóbis é uma Planta Alimentícia Não Convencional (PANC).
O nome Ora-pro-nóbis significa “rogai por nós” em latim, que em tupi-guarani significa “planta que produz frutos com muitos espinhos finos”.
Conhecida como “carne verde” por seu elevado teor de proteína, ela assume uso tradicional em algumas regiões de Minas Gerais e Goiás, especialmente nas cidades históricas coloniais. As folhas são ricas em proteínas, fibras e minerais como cálcio, magnésio, ferro e zinco.
As folhas são usadas em diversas receitas, como caldos, sopas, cozidos, carnes ensopadas de aves, suínos ou bovinos. Também se faz farofa, torta salgada ou mesmo saladas, no caso de folhas novas. Os frutos são comestíveis, mas deve-se ter cuidado com os espinhos delicados.