Antonio Bueno, gerente de marketing na BAT Brasil (BAT/Divulgação)
Repórter Bússola
Publicado em 4 de abril de 2025 às 13h00.
Última atualização em 4 de abril de 2025 às 13h47.
Apenas 43% dos profissionais trans ou GNC (gênero não conformista) brasileiros se sentem confortáveis o suficiente para assumir sua identidade de gênero no ambiente de trabalho. Nesta semana, em que ocorreu o Dia Internacional da Visibilidade Trans, fazemos a pergunta: o que falta para chegarmos aos 100%?
Para Antonio Bueno, gerente de marketing na BAT Brasil, “É muito importante que as empresas estejam dispostas a ouvir, aprender, reconhecer o que falta e se comprometer com uma transformação genuína. Isso que faz as empresas que querem alavancar a agenda de Diversidade e Inclusão realmente saírem do lugar”.
Há mais de oito anos, Antonio é membro do Grupo de Embaixadores de Diversidade da BAT. Para ele, as grandes empresas precisam se atentar a:
Na BAT, empresa com 4,6 mil colaboradores, Antonio ajudou a desenvolver iniciativas como cobertura médica para terapia hormonal e apoio à regularização do nome social.
Atualmente, a empresa é reconhecida como uma das melhores para pessoas LGBTQIA+ trabalharem pela pesquisa HRC Equidade BR – do Instituto Mais Diversidade em parceria com a Human Rights Campaign Foundation (HRC).
“A BAT Brasil sempre teve como missão ser uma excelente empresa para se trabalhar. No caso das pessoas trans, construímos as políticas e procedimentos a partir de 2016, provocados pelas necessidades de colaboradores como o Antonio, que é um dos nossos embaixadores para o tema dentro da companhia e desempenha um papel fundamental na liderança desta agenda”, explica Júlia Vanucci, gerente sênior de Talento e Cultura na BAT Brasil, quando perguntada sobre o que motivou as ações.
A empresa também inclui um canal para denúncia de abusos e violações do código de conduta, cartilha promotora de diálogo sobre diversidade e inclusão e programa de mentoria para profissionais LGBTQIA+ – entre outras iniciativas voltadas para a cultura organizacional.
Para Antonio, o trabalho realizado na BAT foi possível graças a uma postura coletivista da empresa, que pode ser replicada em outras organizações para alcançar a impacto significativo.
“Sinto que estamos em evolução. Minha experiência mostra que é uma construção conjunta, dos colaboradores com as empresas. Mas é preciso que as companhias estejam verdadeiramente comprometidas com essa agenda e garantam que as pessoas trans não sejam contempladas apenas dentro de uma lógica de exceção. Como aconteceu comigo na BAT Brasil, é necessário que iniciativas pontuais se transformem em políticas claras e alinhadas ao negócio. Isso é transformar de verdade e construir um ambiente respeitoso onde as pessoas têm a liberdade de se expressar”, conclui.
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