Carreira

A terceira onda capitalista combina lucro e valores sociais

O mundo precisa de pessoas éticas, que saibam pensar em estratégia e não só em ferramentas

Ilustração - Mãos equilibrando o mundo (Davi Augusto/EXAME.com)

Ilustração - Mãos equilibrando o mundo (Davi Augusto/EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 31 de maio de 2013 às 20h01.

São Paulo - Pesquise no site do Fórum Econômico Mundial: você encontrará 298 resultados sobre o impacto das redes sociais na economia. Nos Estados Unidos, as empresas da web 2.0 têm valores de mercado na casa dos bilhões de dólares, e esse dinheiro, aponta a revista Time, será uma das saídas para a retomada da economia americana.

Segundo a inglesa The Economist, vivemos “o começo de uma nova e excitante era de interconectividade global que vai espalhar ideias e inovações ao redor do mundo mais rápido do que nunca”. Hoje, debate-se nas principais universidades do mundo se estamos no início da terceira onda do capitalismo. 

A internet padroniza e dá igualdade de condições para quem deseja trocar conhecimento e se comunicar. Como fizeram os telégrafos e as ferrovias na onda capitalista anterior, a internet é uma base sem precedentes para a criação de novos modelos de negócio a partir dela. O capitalismo atual não serve mais. É hora de usar a rede para inventar novas empresas e novas formas de trabalhar. A Islândia resolveu discutir sua constituição somente no Facebook — agora, vários países estão seguindo o exemplo. 

Os tumultos de julho em Londres e em outras cidades inglesas foram da internet para as ruas, e as ruas realimentaram as redes sociais. Na página dos manifestantes no Facebook, havia 8 000 pessoas que apoiavam os atos de vandalismo. A polícia londrina contra-atacou com sua própria página: mais de 1 milhão de pessoas manifestaram seu apoio às autoridades no Facebook. 

E você com isso? Está atolado na enchente de informações? Tire uma hora do seu dia para pensar em novas estratégias para viver e trabalhar em um mundo que muda em velocidade supersônica. Mude o comportamento: permita-se chorar durante um filme, emocione-se com uma flor, sorria nos engarrafamentos. É difícil, mas você consegue. Assuma o papel de estrategista, e não o de ferramenteiro.

Seja um diplomata nas relações sociais. As empresas sonham com talentos que possam levá-las à economia colaborativa, sustentável, social, ambiental e disruptiva. Seja o responsável por conduzir seu negócio, sua carreira, sua empresa para o século 21. Indigne-se com os velhos vícios do mercado e ajude a construir uma nova economia. 

O mundo precisa de pessoas éticas, que saibam equilibrar o lucro com os valores sociais. Então, podemos contar com você? Está pronto para ser o líder da nova economia, da nova forma de fazer negócios?

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