A ministra Esther Dweck confirmou que o governo pretende manter a realização das provas da CNU em agosto deste ano (Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Repórter
Publicado em 4 de abril de 2025 às 10h07.
Última atualização em 4 de abril de 2025 às 10h37.
A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), prevista para o segundo semestre de 2025, terá mudanças importantes com base nos aprendizados da primeira aplicação, que reuniu mais de 2,1 milhões de inscritos. A ministra Esther Dweck, da pasta da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), confirmou as novidades em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Veja os principais ajustes para a nova edição do concurso:
O preenchimento de bolinhas com caneta preta será substituído por um código de barras que identifica automaticamente o candidato.
A mudança visa eliminar erros formais, como esquecer de marcar o tipo de gabarito preenchendo uma bolinha ou de transcrever a frase exigida - diversos candidatos reclamaram no último ano sobre a confusão em marcar o tipo da prova.
"Não é o nome ou número de inscrição, mas a máquina consegue ler e garantir que aquela prova pertence àquela pessoa. Queremos que os candidatos se preocupem apenas com o conteúdo da prova, não com formalidades burocráticas”, afirma a ministra.
O novo sistema deve acelerar a correção das provas e a divulgação dos resultados.
Em 2024, os resultados saíram 194 dias após a aplicação, com atrasos decorrentes de um acordo judicial com o Ministério Público Federal.
Cada caderno de questões terá um código único, que não revela o nome nem os dados do candidato.
A medida garante mais imparcialidade e justiça na correção das provas.
Diferente da primeira edição, que teve oito editais separados por bloco temático, o CPNU 2 terá um edital único com oito documentos anexos.
A unificação busca padronizar e simplificar o processo para os candidatos.
O CPNU 2 terá duas novas carreiras de nível superior:
São chamadas "carreiras transversais" por permitirem atuação em diferentes órgãos e entidades da administração pública federal.
O governo pretende manter a realização das provas em agosto, por ser o mês com menor índice de chuvas no Brasil. A medida também considera os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul em 2024.
A ministra Esther Dweck confirmou que não haverá concurso em 2026, por ser ano eleitoral.
"Por ser ano de eleição, é muito mais difícil realizar o concurso. Temos que homologar todos os resultados antes do início do período eleitoral", afirma a ministra.