Carreira

‘Pensei no décimo passo, não no primeiro’: o ‘fracasso’ mudou a trajetória dessa jovem empreendedora

Como um perrengue e um insight de execução ajudaram Júlia Evangelista a pavimentar o caminho para a criação da Oficina de Inverno

Júlia Evangelista, co-fundadora da Oficina de Inverno

Júlia Evangelista, co-fundadora da Oficina de Inverno

Publicado em 15 de outubro de 2025 às 15h56.

No varejo brasileiro, poucas histórias são tão improváveis, e ao mesmo tempo tão cheias de lições, quanto a de Júlia Evangelista. Nascida em Teresina (PI), uma das cidades mais quentes do país, ela decidiu empreender justamente com roupas de frio. 

A marca criada por ela e pela irmã, nomeada como Oficina de Inverno, nasceu de um perrengue em viagem e hoje é um negócio com lojas em várias cidades e presença nacional no e-commerce. Em pouco mais de dez anos, o que começou no quarto da família virou referência em um segmento que parecia improvável. 

A trajetória mostra três movimentos essenciais para qualquer gestor: 

  • Entender a dor real do cliente
  • Ajustar a rota quando os dados desafiam o plano inicial
  • Criar mecanismos para sustentar a cultura da empresa na expansão

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Da dor do cliente ao produto

A ideia surgiu em uma viagem de Natal para Nova York, quando a família percebeu a dificuldade de encontrar roupas adequadas para o frio intenso

“A gente queria algo bonito, que aquecesse, mas que não tivesse ‘cara de aventura’ no meio de Nova York”, lembra Júlia. 

Dessa experiência veio a ideia da Oficina de Inverno: vender roupas com estilo urbano, e oferecer consultoria para que cada cliente soubesse exatamente o que levar na mala.

Um curso fez toda a diferença para essa empreendedora

Antes de tirar a ideia do papel, Júlia buscou um curso que a ajudasse a organizar os primeiros passos. No Execução de Alta Performance, ela encontrou o que buscava. 

O aprendizado mais marcante, no entanto, veio de um fracasso produtivo. Ao tentar executar o seu “Salto”, uma tarefa prática entre módulos do curso, ela percebeu que tinha planejado um objetivo grande demais, que na verdade seria o “décimo passo” da empresa, e não o primeiro. 

"Isso me travou. Eu ainda não tinha nem o nome da marca e já queria resolver detalhes de longo prazo"Júlia Evangelista, co-fundadora da Oficina de Inverno

O episódio se transformou em lição, mostrando que grandes projetos só avançam quando quebrados em etapas menores e viáveis.

Essa lógica acompanha Júlia até hoje. Ela recomenda o curso e destaca o ambiente como diferencial: “O melhor de lá são as pessoas. Você sai inspirado, com energia e com clareza do que precisa ser feito”, diz.

O impacto foi tão grande que, após concluir o programa, Júlia voltou como facilitadora em diversas edições. “Eu gostei tanto que depois me capacitei para ser facilitadora e atuei em várias turmas no Brasil”, lembra. Para ela, a troca de experiências com pessoas proativas e a energia do ambiente são diferenciais que permanecem até hoje. 

“O melhor de lá são as pessoas. Você sai inspirado, com energia e com clareza do que precisa ser feito”, resume.

O ajuste que abriu portas para o futuro da oficina 

O plano original da Oficina de Inverno era mirar no público nordestino, mas logo no início até 70% das vendas vinham do Sudeste. O dado virou alerta para as vendas do Nordeste. “Percebemos que parte do nosso público precisava da segurança da loja física e do aconselhamento ali, no balcão”, diz Júlia. 

Júlia Evangelista, co-fundadora da Oficina de Inverno

Foi a deixa para acelerar a abertura de lojas, primeiro no Nordeste e, depois, em praças estratégicas como São Paulo. O aprendizado é que quando o comportamento real do cliente contraria o plano, é preciso ter agilidade para mudar.

Cultura como vantagem competitiva

Manter o padrão de atendimento é, hoje, o maior desafio da fundadora. 

"A dificuldade é garantir a mesma experiência quando não estamos fisicamente presentes"Júlia Evangelista, co-fundadora da Oficina de Inverno

Por isso, cada nova loja exige que ela e a irmã se mudem temporariamente para a cidade, cuidem da formação da equipe e só depois deixem o time tocar o negócio sozinho. Reuniões frequentes e lideranças de confiança ajudam a manter viva a cultura da empresa.

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O que vem pela frente para a Oficina de Inverno

Para Júlia, os 11 anos da Oficina de Inverno ainda parecem o começo. O futuro da marca passa pelo desenvolvimento de novas linhas de produto, com destaque para o segmento infantil, que deve ganhar força em breve. 

Entre as novidades, está previsto um projeto no Mês das Crianças que inclui até um livrinho, reforçando a conexão entre roupas e o universo das viagens.

A empreendedora também revela interesse em trazer mais elementos culturais de outros países para enriquecer as coleções, ampliando a experiência além das roupas. No horizonte mais distante, novas expansões aparecem como possibilidade, mas, no curto prazo, Júlia é clara:

“Meu foco este ano é São Paulo”, diz, lembrando que a cidade tem a quinta e mais nova loja da marca. A estratégia é consolidar a operação onde já existe tração, ao mesmo tempo em que se prepara terreno para os próximos passos.

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