Carreira

Três coisas que pessoas inteligentes emocionalmente fazem com o celular

Especialista de Harvard explica como podemos aproveitar mais os encontros do mundo real

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 28 de outubro de 2024 às 06h42.

Imagine a cena: a pessoa A diz algo importante para a pessoa B, mas esta não está prestando atenção, apenas rolando o feed de alguma rede social no celular.

Você se identifica mais com a pessoa A ou com a pessoa B? Ou com ambas?

Provavelmente você já esteve nessa situação - e dos dois lados: "Meu celular é mais importante e interessante do que você".

Jenny Woo, especialista de Harvard sobre comportamento e saúde mental, disse à CNBC que essa prática, chamada de phubbing, corrói a confiança e enfraquece as conexões, deixando os outros se sentindo solitários, inseguros, ressentidos — e insatisfeitos em seu relacionamento com você.

"O phubbing está associado a um menor senso de consciência social. Em ambientes públicos, as pessoas geralmente recorrem ao phubbing para evitar conversas cara a cara", explica. Ao mesmo tempo, esse comportamento se tornou tão automático e compulsivo que muitos de nós não percebemos que estamos fazendo isso.

Ela dá três dicas para deixar o telefone de lado e permanecer "presente" nos encontros com as pessoas:

1. Planeje: defina intenções antes das interações sociais

Pessoas emocionalmente inteligentes definem intenções claras para quando e como usarão seus telefones, especialmente em ambientes sociais. "Se eu estiver jantando com alguém, coloco meu telefone no silencioso e espero até que a refeição acabe para verificar", diz a especialista.

2. Bolso: Mantenha o telefone mais longe

Simplesmente ter seu telefone ao alcance — mesmo quando está desligado — reduz a capacidade cognitiva, estudos mostram. Para alcançar maior liberdade mental e produtividade, pessoas emocionalmente inteligentes criam barreiras físicas entre si e seus dispositivos, deixando seus telefones em seus bolsos ou em uma sala diferente.

3. Pausa: Estabeleça zonas livres de telefone

Notificações constantes e imprevisíveis de telefone mantêm nossos cérebros em um estado altamente reativo. Leva em média 23 minutos para recuperar o foco depois de verificar um telefone, segundo pesquisas. Essas distrações nos afastam de trabalho e interações significativas, muitas vezes sem que percebamos. Para eliminar distrações digitais durante conversas ou sessões de equipe, desative notificações não essenciais e coloque seu telefone no modo "Não perturbe".

Ao planejar o uso do telefone, definir limites e gerenciar notificações, você pode quebrar o hábito de phubbing e promover conexões mais profundas e significativas. Seu telefone sempre estará lá — mas o momento à sua frente, não.

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