Casual

Luis Fernando Verissimo morre em Porto Alegre, aos 88 anos

O escritor e cronista estava internado há quase 20 dias, com um quadro grave de pneumonia

Escritor estava recluso desde 2021, quando recebeu diagnóstico da doença de Parkinson (Editora Objetiva/Divulgação)

Escritor estava recluso desde 2021, quando recebeu diagnóstico da doença de Parkinson (Editora Objetiva/Divulgação)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 30 de agosto de 2025 às 08h13.

Última atualização em 30 de agosto de 2025 às 08h25.

O escritor e cronista Luis Fernando Verissimo morreu neste sábado, 30, em Porto Alegre (RS). A informação foi veiculada, inicialmente, pelo jornal Zero Hora, onde Verissimo atuou como colunista. O Hospital Moinhos de Vento, onde ele estava internado desde o último dia 11 confirmou o falecimento às 00h40, devido a complicações decorrentes de uma pneumonia.

Diagnosticado com doença de Parkinson em 2021, Veríssimo tinha histórico cardíaco e sofreu um acidente vascular cerebral no mesmo ano. O autor também passou por uma cirurgia em 2020 para retirada de um câncer ósseo na mandíbula. A cirurgia foi bem-sucedida e não exigiu quimioterapia ou radioterapia. Desde o AVC, porém, ele enfrentava complicações de saúde.

Nascido em 26 de setembro de 1936, em Porto Alegre, filho de Mafalda e Erico Verissimo, também escritor, Luis Fernando Verissimo tem mais de 70 livros publicados e 5,6 milhões de cópias vendidas. Vivia em Porto Alegre, no bairro Petrópolis, com a esposa Lúcia e o filho caçula, Pedro.

Reconhecido como um dos principais cronistas e escritores do país, foi autor de contos, romances e crônicas publicadas em jornais e revistas ao longo de décadas de carreira.

Também escreveu colunas para jornais como O Estado de S.Paulo e O Globo. Ele iniciou a carreira em 1966 como revisor do Zero Hora, em Porto Alegre, onde também atuou em outras funções jornalísticas, antes de lançar seu primeiro livro, O Popular, em 1973.

Principais livros de Luis Fernando Verissimo

  • O Popular (1973) – estreia em livro, com crônicas
  • O Analista de Bagé (1981) – coletânea de histórias do personagem psicanalista gaúcho
  • A Velhinha de Taubaté (1983) – sátira política sobre a “última pessoa que acreditava no governo”
  • Comédias da Vida Privada (1994) – crônicas que inspiraram série de TV
  • O Clube dos Anjos (1998) – romance sobre gula, parte da coleção Plenos Pecados
  • As Mentiras que os Homens Contam (2000) – crônicas sobre cotidiano e relações
  • Borges e os Orangotangos Eternos (2000) – romance policial-homenagem a Jorge Luis Borges
  • A Mesa Voadora (2001) – seleção de crônicas de humor
  • Comédias para se Ler na Escola (2001) – coletânea voltada para o público estudantil
Acompanhe tudo sobre:MortesEscritores

Mais de Casual

Tesla anuncia novo SUV elétrico na Europa com preço inicial de US$ 73,6 mil

Café: confira as novidades que vão encher a sua xícara

Os melhores bares de São Paulo, segundo ranking EXAME Casual 2025

Os 5 melhores filmes e séries para maratonar no fim de semana