Peruíbe (EDILSON ALMEIDA / PREFEITURA PERUÍBE/Flickr)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 3 de abril de 2025 às 13h08.
Última atualização em 3 de abril de 2025 às 15h21.
A praia da Barra do Una, em Peruíbe–SP, está lutando contra o avanço do mar, que ameaça engolir a área e as últimas famílias de caiçaras que vivem lá.
Para proteger essa Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS), o governo de São Paulo decidiu implementar um plano emergencial.
Entre as ações do plano estão: barreiras de paus e pedras, cercas de bambu e monitoramento por drones.
A SP Águas avalia técnicas de enrocamento com pedras e blocos para estabilizar as áreas mais críticas. A erosão costeira, intensificada pelas mudanças climáticas, tem causado perda de áreas de praia e ameaça a vegetação e as construções.
A mobilização envolve diversos órgãos, como a Fundação Florestal, o Instituto de Pesquisas Ambientais e a Defesa Civil, além da prefeitura de Peruíbe e a comunidade local. Pesquisadores apontam que a mudança do curso do Rio Una é uma das causas da erosão, agravada por eventos climáticos extremos.
Para mitigar o problema, a SP Águas estuda o desassoreamento dos canais estuarinos e da foz do rio, com monitoramento por drones de alta precisão. O uso de cercas de bambu, já testado com sucesso na Reserva Ecológica Jureia-Itatins, também é considerado para proteger a vegetação e criar barreiras naturais contra a erosão.
Outras praias do litoral paulista também sofrem com a erosão. Em Ilhabela, estudos foram realizados para conter a perda de areia, mas a proposta de recheio das praias não avançou. Em Santos, barreiras submersas com geobags têm reduzido o avanço do mar. Já em Caraguatatuba, muros de pedra ajudam a conter a erosão e o assoreamento da foz do Rio Juqueriquerê.