Instituto Millenium
Publicado em 3 de fevereiro de 2011 às 14h04.
Última atualização em 24 de fevereiro de 2017 às 10h32.
O novo Parlamento de Mianmar, que tomou posse no início deste ano, está dando os primeiros passos necessários para a implantação de um governo democrático. Pelo menos é o que afirmam as principais lideranças do país.
O partido União Solidariedade e Desenvolvimento, apoiado pelos militares, foi declarado vencedor, com 77% dos votos, nas eleições de novembro, boicotadas pelo partido da líder pró-democracia e Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, pois os tribunais do país recusaram um recurso interposto para reintegração de seu partido, a Liga Nacional pela Democracia (NLD, em inglês).
A junta militar que governa o país afirmou, durante as eleições do ano passado, que a primeira votação em mais de 20 anos iria abrir as portas para uma “democracia inclusiva”, embora a comunidade internacional denunciasse a ocorrência de fraudes na votação.
Funcionários leais ao líder de Mianmar, o general Than Shwe, disseram que as duas câmaras do Parlamento iriam trabalhar em um plano para implantação de uma “democracia disciplinada”. Porém, o jornal londrino “The Independent” afirma que aqueles que esperavam por alguma transformação política em Mianmar irão ficar desapontados.
Como exemplo, o jornal menciona a continuação do controle da comunicação no
país: qualquer forma de mídia a ser divulgada ao público precisa antes
ser revisada pelo governo.
Fonte: United Press International
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