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Banco Mundial prepara 'pacote de apoio significativo' para a Argentina

O FMI confirmou na última sexta-feira que o governo argentino solicitou um empréstimo de US$ 20 bilhões à organização

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 2 de abril de 2025 às 19h49.

Última atualização em 2 de abril de 2025 às 19h54.

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O presidente da Argentina, Javier Milei, liderou nesta quarta-feira, 2, uma reunião com o chefe do Grupo Banco Mundial, Ajay Banga, na qual, de acordo com fontes oficiais, confirmou "um pacote de apoio significativo" para o país, a ser pago nos próximos três anos.

"Estamos preparando um pacote de apoio significativo que reúne toda a força do Grupo Banco Mundial para apoiar reformas, atrair investimentos privados e estabelecer as bases para a criação de empregos", disse Banja, de acordo com fontes oficiais.

O pacote do grupo, que inclui o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), a Corporação Financeira Internacional (IFC) e a Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (Miga), será desembolsado "nos próximos três anos".

O chefe do Grupo Banco Mundial, de acordo com o governo, destacou "o importante progresso alcançado em tão pouco tempo" e parabenizou Milei pela "ousada transformação que está liderando na Argentina".

Banga indicou que o progresso está sendo feito "em estreita coordenação com a equipe econômica argentina, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para garantir que o apoio seja alinhado, eficaz e envie um forte sinal de confiança internacional no futuro da Argentina".

Também estiveram presentes na reunião a secretária-geral da Presidência, Karina Milei, o ministro da Economia, Luis Caputo, e o secretário da Fazenda, Pablo Quirno.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou na última sexta-feira que o governo argentino solicitou um empréstimo de US$ 20 bilhões à organização.

A Argentina, que assinou cerca de 20 acordos com o FMI, é o maior devedor da instituição, com cerca de 28% do total de empréstimos devidos por vários países ao Fundo.

Da mesma forma, o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, confirmou que a entidade trabalha em possíveis créditos para fortalecer as reservas, mas se recusou a dar detalhes sobre os valores.

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