Economia

Fornecedores automotivos pedem que UE acelere os acordos comerciais com Mercosul e México

Clepa enfatizou que tarifas representam 'um duro golpe' para o setor tanto na UE quanto do outro lado do Atlântico

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 4 de abril de 2025 às 15h19.

Última atualização em 4 de abril de 2025 às 15h26.

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A Associação Europeia de Fornecedores Automotivos (Clepa), pediu nesta sexta-feira que a União Europeia responda "com unidade e firmeza" às tarifas impostas pelos Estados Unidos e que também busque estabelecer novos acordos comerciais com outros países e finalizar acordos pendentes com Mercosul e México.

"A UE deve responder com unidade e firmeza. O objetivo: criar as condições adequadas para chegar a um acordo justo com os EUA. Também deve demonstrar um compromisso real com a diversificação, avançando com acordos comerciais, começando por Mercosul e México", declarou em um comunicado o secretário-geral da Clepa, Benjamin Krieger.

A organização observou que os fabricantes de componentes automotivos geram "um terço do investimento direto dos EUA" na UE e afirmou que as tarifas representam "um duro golpe" para o setor tanto na UE quanto do outro lado do Atlântico, porque na América do Norte são fabricados os componentes de carros comunitários exportados para os EUA.

"Para um setor já tenso, essa escalada adiciona ainda mais pressão", acrescentou Krieger.

A Clepa também pediu ao bloco comunitário que apoiasse sua indústria automotiva reduzindo a burocracia, diminuindo os custos de energia, reduzindo os encargos regulatórios e estimulando a demanda local "para salvaguardar o conhecimento essencial e a liderança tecnológica".

"Uma resposta bem calibrada agora definirá a posição econômica da Europa durante os próximos anos", acrescentou a associação de fabricantes de componentes em sua reação após o presidente dos EUA, Donald Trump, impor tarifas de 25% sobre carros importados para seu país.

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