Agência de notícias
Publicado em 4 de abril de 2025 às 16h17.
Última atualização em 4 de abril de 2025 às 16h22.
Apesar da expectativa, o presidente argentino, Javier Milei, não conseguiu se reunir com Donald Trump nos Estados Unidos na quinta-feira. O presidente americano chegou a Mar-a-Lago na noite de ontem, mas não participou do evento no qual estava o argentino, seguindo para sua residência. "Foi uma questão de agenda. São coisas que acontecem", disse uma fonte oficial.
Apesar da expectativa gerada pelo próprio governo com a viagem imprevista de Javier Milei a Mar-a-Lago (Estados Unidos) e com as declarações do chanceler Gerardo Werthein, que anteriormente afirmou: "Prevemos um encontro com Donald Trump em sua casa", o presidente não conseguiu se reunir nem tirar uma foto com o presidente dos Estados Unidos.
Em Buenos Aires, os mercados não ficaram imunes à turbulência internacional provocada pelas tarifas aplicadas pelos EUA no último dia 2. A China foi um dos primeiros países a responder, anunciando que aumentará a alíquota para os produtos provenientes dos EUA para 34%. A reação foi imediata. As bolsas do mundo inteiro reagiram negativamente diante do temor de uma guerra comercial.
O principal índice da bolsa argentina, Merval, chegou a cair 11% no início das operações, reduzindo a queda para 7,8% no início da tarde.
Milei fez uma viagem relâmpago aos Estados Unidos. Ele iria receber um prêmio, o "Leão da Liberdade", em um evento organizado pela We Fund The Blue, uma fundação dedicada a "promover a liberdade".
Segundo informações obtidas pelo La Nacion de fontes oficiais, Trump chegou ontem à noite em Mar-a-Lago – ele também era um dos premiados – mas acabou não participando do evento e foi descansar em sua residência de verão. Milei pegou um voo de volta para Buenos Aires sem a foto com seu colega americano.
"Quando nos avisaram que Trump chegaria tarde, que não participaria do evento e que iria para sua casa, nós fomos embora", disse uma alta fonte oficial. Milei não estava sozinho em Palm Beach. Ele havia viajado com a secretária-geral da Presidência, Karina Milei, e com o ministro da Economia, Luis Caputo.
Lá, o chanceler Werthein o aguardava. Ele foi o responsável por organizar os detalhes da viagem presidencial. Antes, esteve em Washington, onde se reuniu com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick.
Durante a reunião, discutiram as consequências das tarifas impostas pela administração de Trump e dialogaram sobre um possível acordo comercial entre os Estados Unidos e a Argentina. Segundo o La Nacion, ambos iniciaram uma negociação de estabelecer tarifa zero para vários produtos americanos, por etapas.
Consultados sobre a reunião frustrada com Trump, uma fonte oficial respondeu: "Sempre se disse que era provável uma reunião informal. Foi uma questão de agenda. São coisas que acontecem".