Captações do BNDES com o Japan Bank for International Cooperation totalizaram o equivalente a R$ 950 milhões desde 2011 (Miguel Ângelo/CNI/Flickr/Divulgação)
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Publicado em 2 de abril de 2025 às 23h08.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acertou empréstimo no valor de US$ 190 milhões, o equivalente a R$ 1,077 bilhão, com três bancos japoneses para o financiamento de projetos de transmissão de energia e biocombustíveis que busquem reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Segundo comunicado divulgado pelo banco, esses recursos serão aplicados especificamente em projetos que possuam impacto positivo para a preservação do meio ambiente.
De acordo com o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon, a parceria com o Japan Bank for International Cooperation (JBIC), que é uma das instituições financeiras que pactuaram a destinação de recursos ao banco brasileiro, é fundamental para a relação entre as nações. “E essa parceria trata de uma área importante, que é a economia verde, na qual os dois países têm muito para atuar em conjunto, como no desenvolvimento de combustíveis sustentáveis, minerais críticos, mobilidade sustentável e energia renovável”, apontou.
Desde 2011, as captações do BNDES com o JBIC totalizaram o equivalente a R$ 950 milhões. Desta vez, as duas instituições também firmaram um memorando de entendimento, que define as bases para cooperação mútua em setores estratégicos, como nos setores de hidrogênio de baixo carbono, mobilidade verde e conservação da Floresta Amazônica.
A captação de recursos do BNDES no Japão ocorreu no contexto da agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Ásia, na semana passada. Em fala durante encontro com empresários em Tóquio, Lula destacou a parceria entre as nações em diversas áreas, como o agronegócio, o setor de aviação, com a Embraer, e no setor automotivo.
O presidente brasileiro também mencionou a aprovação do projeto do combustível do futuro, que prevê a adição de 30% no etanol na gasolina e enalteceu os laços da indústria japonesa com o Brasil, em um movimento iniciado há 50 anos e que deve ganhar ainda mais impulso com a massificação de automóveis que não dependam necessariamente de combustíveis fósseis.
“Visitei na semana passada uma das fábricas da Toyota no Brasil, ocasião em que a empresa anunciou investimentos de mais de US$ 2 bilhões até 2030. A Honda, a Nissan e a Mitsubishi também ampliarão sua presença no mercado brasileiro. Isso vai alavancar a produção de veículos elétricos e híbridos, capazes de operar com qualquer mistura de etanol e gasolina”, ilustrou o presidente.