Para a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, qualquer pessoa pode estar em um cargo de liderança, desde que seja consciente das obrigações relacionadas à natureza do cargo (Bruno Aguiar/Esfera Brasil)
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Publicado em 27 de março de 2025 às 19h06.
Última atualização em 28 de março de 2025 às 18h40.
A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, é a premiada na categoria Gestão Pública da 4ª edição do Prêmio Mulheres Exponenciais, cujo propósito é reconhecer trajetórias inspiradoras na iniciativa privada e também na administração pública.
Nascida no Rio de Janeiro, filha de uma professora de Economia e um engenheiro, Esther é conhecida entre seus pares por ser um quadro técnico do corpo ministerial de Luiz Inácio Lula da Silva. Oriunda da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ela lembrou, em entrevista à Esfera Brasil, sobre o convite feito por Miriam Belchior, em 2011, para integrar a equipe do Ministério do Planejamento, onde exerceu a chefia da Assessoria Econômica e também foi secretária do Orçamento Federal durante a gestão da presidente Dilma Rousseff.
Hoje, a pasta de Dweck, Gestão e Inovação em Serviços Públicos, compõe a Junta de Execução Orçamentária com outros ministérios importantes para a economia: Casa Civil, Fazenda, e Planejamento e Orçamento. Nesse colegiado são aprofundados debates sobre medidas que priorizem a sustentabilidade das contas públicas.
“Qualquer pessoa pode estar em um cargo de liderança desde que ela tenha responsabilidades grandes. Você toma decisões. Eu brinco que no cargo de ministro você toma decisões diariamente”, descreveu.
“Ela [Miriam Belchior] tinha uma lista de vários homens e eu acho que era a única mulher da lista, e acho que teve um pouquinho de ação afirmativa ali. A gente se conheceu trabalhando e acabou se dando super bem, e tem uma relação muito próxima até hoje. Isso se construiu no período em que a gente trabalhou junta e isso foi incrível”, afirmou.
Segundo Dweck, uma das principais pautas de sua equipe é encontrar formas de tornar a máquina pública mais eficiente a partir da análise em áreas como gestão de pessoas e digitalização de processos. Na visão dela, as conversas com o Congresso estão bastante amadurecidas e o tema da reforma do funcionalismo público deve avançar na direção de medidas que sejam consensuais.
“A gente está mais alinhado no que precisa fazer. O que precisamos fazer é aumentar a eficiência do estado brasileiro. Eficiência não significa redução do estado, mas sim fazer melhor. Acho que está todo mundo na mesma página”, explicou.