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IQX é finalista de programa de aceleração do BNDES com solução de economia circular

Fundada pelas químicas Carla Fonseca e Silmara Neves em Valinhos (SP), a startup desenvolveu aditivos químicos que facilitam a reciclagem de plásticos complexos e evitam o descarte no ambiente

A startup foi fundada pelas químicas Carla Fonseca e Silmara Neves e foi selecionada entre mais de 1800 negócios (Divulgação)

A startup foi fundada pelas químicas Carla Fonseca e Silmara Neves e foi selecionada entre mais de 1800 negócios (Divulgação)

Sofia Schuck
Sofia Schuck

Repórter de ESG

Publicado em 4 de abril de 2025 às 18h01.

Última atualização em 4 de abril de 2025 às 18h10.

Em meio à crescente preocupação com a poluição por plásticos, uma startup brasileira se destacou com uma solução que pode transformar o cenário desafiador da reciclagem no país.

A IQX, fundada pelas químicas Carla Fonseca e Silmara Neves em Valinhos (SP), foi selecionada entre mais de 1,8 mil como uma das finalistas do programa BNDES Garagem 2024

A iniciativa é uma das principais de fomento a negócios de impacto no Brasil, e, em parceria com a Quintessa, prevê a aceleração de 400 startups até 2028, divididas em quatro ciclos. A primeira fase selecionou 100 negócios, e agora a IQX irá competir com a Prol Educa, Telavita, Yatto e Wecare por prêmios que variam entre R$ 60 mil e R$ 150 mil.

Com foco na economia circular, a IQX desenvolveu aditivos químicos que possibilitam a reciclagem eficiente de plásticos complexos com multicamadas, geralmente descartados por limitações técnicas e que acabam se tornando um 'problemão ambiental'.

Nos primeiros meses de 2024, a inovação chegou a evitar que aproximadamente 800 toneladas de plástico fossem parar em aterros sanitários ou no ambiente.

Carla Fonseca, cofundadora da IQX, destacou que a tecnologia resolve um problema crítico da indústria de resíduos. "Muitos plásticos são descartados não por falta de tecnologia, mas porque contaminantes, odores ou sua própria composição complexa tornam o processo economicamente inviável. Nossos aditivos mudam essa equação", destacou Fonseca.

Ciência brasileira com impacto ambiental

Fundada em 2011, a IQX reflete um caso bem-sucedido da transferência de conhecimento científico para o mercado. As fundadoras, ambas com pós-doutorado em química, desenvolveram soluções que não apenas aumentam a taxa de reciclagem mas também reduzem a necessidade de resinas virgens derivadas de petróleo na produção de novos itens plásticos.

"Chegar à final do programa é uma prova de que é possível fazer inovação com impacto ambiental e social a partir da ciência brasileira", destacou Fonseca. Sua sócia, Silmara Neves, complementa que "o BNDES tem nos ajudado a potencializar nossa estratégia e conexões para replicar o modelo em todo o país".

Próximos passos

A IQX apresentará sua solução no Demoday do BNDES Garagem, marcado para 15 de abril, na sede do banco no Rio de Janeiro. Na data, serão divulgadas as vencedoras entre as cinco startups finalistas.

Para as idealizadoras da IQX, o reconhecimento vai além do prêmio financeiro. "Estamos criando um novo paradigma na indústria do plástico, onde materiais antes descartados ganham valor e podem continuar no ciclo produtivo por mais tempo", concluiu Neves.

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