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Novo estádio do Manchester United pode ser palco da Copa do Mundo Feminina de 2035

Presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou que o Reino Unido e os Estados Unidos são os únicos na disputa para sediar o torneio

Projeto do novo estádio do Manchester United, no Reino Unido ( Manchester United/Foster + Parceiros/Reprodução)

Projeto do novo estádio do Manchester United, no Reino Unido ( Manchester United/Foster + Parceiros/Reprodução)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 4 de abril de 2025 às 19h11.

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Wembley e o novo estádio do Manchester United podem ser os grandes destaques da Copa do Mundo Feminina de 2035. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou que o Reino Unido e os Estados Unidos são os únicos na disputa para sediar o torneio.

Se a vez for dos britânicos, significa que o Reino Unido sediará uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 1966. A Federação Inglesa de Futebol (FA) espera que Wembley receba a final, embora a decisão final seja da Fifa. O novo estádio do Manchester United, planejado para 100 mil lugares, também pode ter papel central, caso seja concluído conforme o cronograma, de acordo com o jornal britânico The Guardian.

O CEO da FA, Mark Bullingham, afirmou que o clube será consultado para saber se o estádio poderá ser incluído na candidatura formal, prevista para novembro. “Vamos conversar com eles [Fifa] e decidir se podem fazer parte disso ou não”, disse.

“Temos vários estádios sendo construídos no país — potencialmente o do Manchester United, potencialmente o de Birmingham — e, com um horizonte de 10 anos, é preciso avaliar exatamente onde estaremos. Serão necessárias muitas conversas para entender os prazos, as expectativas e como alinhar tudo isso.”

Bullingham falou durante o congresso anual da Uefa, em Belgrado, após o anúncio de Infantino, que dominou o evento. Infantino também revelou que a Fifa pretende expandir a Copa do Mundo Feminina para 48 equipes a partir de 2031, seguindo o modelo masculino. Bullingham garantiu que o Reino Unido está pronto para sediar um torneio dessa escala.

“Estamos bem preparados”, afirmou. “É necessário ter 16 estádios. Estaríamos felizes de qualquer forma, mas com 48 seleções nos sentiríamos ainda mais confortáveis. Isso amplia o impacto em todo o país.”

A expectativa é que o Principality Stadium, em Cardiff, receba partidas, enquanto a reforma do Racecourse Ground, em Wrexham, deve torná-lo uma opção viável. O Hampden Park é o favorito para representar a Escócia. Já o Windsor Park, em Belfast, precisará ser ampliado de 18.500 para 20.000 lugares — uma meta que Bullingham considera “facilmente alcançável”.

A confirmação de que o Reino Unido é o único candidato fortalece a proposta da FA, que ainda temia uma possível candidatura conjunta de Espanha, Portugal e Marrocos. O prazo para manifestação de interesse se encerrou na segunda-feira, mas apenas na quinta a Fifa confirmou a situação. Infantino também anunciou que os EUA, possivelmente em parceria com outros países da Concacaf (América do Norte, Central e Caribe), são os únicos candidatos para 2031.

A Inglaterra sediou com sucesso a Euro Feminina de 2022, vencida pela equipe de Sarina Wiegman. O país fracassou nas tentativas de sediar as Copas masculinas de 2006 e 2018, perdendo para Alemanha e Rússia. Já a Eurocopa masculina de 2028, que será realizada no Reino Unido e na República da Irlanda, pode ajudar nos preparativos para 2035.

Wiegman, que prepara a equipe para enfrentar a Bélgica na sexta-feira, comemorou o anúncio. “É uma ótima notícia. Se o torneio for realizado aqui, será incrível. A Euro mostrou o quanto o futebol feminino cresceu e o impacto que teve não só no país, mas no mundo. É o maior evento feminino do planeta. É emocionante.”

A capitã das Lionesses, Leah Williamson, concordou e lembrou do sucesso da Euro 2022. “Vivenciar aquele torneio em casa foi especial. Saber que isso pode acontecer de novo é animador. A FA tem mostrado grande compromisso com o futebol feminino. 2022 foi prova disso.”

O governo apoia totalmente a candidatura. O primeiro-ministro Keir Starmer destacou seu potencial transformador. “A notícia de hoje é um grande avanço para o Reino Unido sediar novamente uma Copa do Mundo, impulsionando o crescimento e a prosperidade. Nossas filhas podem estar em campo em 2035, representando o país. Os benefícios econômicos de um torneio como esse são enormes.”

A candidatura britânica deve ser ratificada no congresso da Fifa em 2026. Garantias governamentais sobre impostos e segurança devem ser entregues até o fim deste mês.

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