LIMA, PERU - NOVEMBER 29: Filipe Luis, Head Coach of Flamengo, celebrates with the trophy after winning the 2025 Copa CONMEBOL Libertadores Final match between Palmeiras and Flamengo at Estadio Monumental on November 29, 2025 in Lima, Peru. (Photo by Rodrigo Valle/Getty Images) (Rodrigo Valle/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 30 de novembro de 2025 às 10h41.
A vitória do Flamengo na Libertadores, que venceu sobre o Palmeiras por 1 a 0 no último sábado 29, fez com que um nome fora do campo brilhasse: Filipe Luís, técnico do rubro-negro carioca.
Nono a conquistar o título como jogador e técnico — foi campeão da Libertadores como jogador em 2019 e 2022, enquanto titular contra o River Plate e o Athletico —, Luís é um dos mais mal remunerados entre os principais treinadores da temporada.
Com salário de R$ 300 mil por mês, igual ao valor que já recebia após deixar o sub-20 para assumir a equipe principal, o técnico está longe do topo do ranking, com os treinadores mais bem-remunerados. Ainda assim, esteve entre os que apresentou os melhores números da temporada.
A disparidade salarial é evidente quando comparada aos demais clubes considerados grandes no país. Abel Ferreira, do Palmeiras, tem o maior salário do futebol brasileiro: R$ 3 milhões mensais, dez vezes mais que o rubro-negro. Técnicos de São Paulo, Corinthians, Santos, Atlético-MG, Grêmio, Inter, Cruzeiro, Fluminense, Botafogo e Vasco também recebem valores superiores.
Até Rogério Ceni, ex-treinador do Flamengo e atualmente no Bahia, tem vencimentos muito acima: R$ 1,2 milhão por mês — quatro vezes o salário de Filipe Luís. Entre os clubes da Série A, apenas Rafael Guanaes (Mirassol) e Rodrigo Chagas (Vitória) ganham menos.
Mesmo diante dessa diferença, Filipe Luís recusou recentemente uma proposta milionária do Fenerbahce, que buscava um substituto para José Mourinho. A oferta, que poderia multiplicar seu salário por dez, não foi suficiente para tirá-lo da Gávea — o treinador segue no Flamengo com contrato até 31 de dezembro.
Abel Ferreira (Palmeiras) – R$ 3 milhões
Dorival Júnior (Corinthians) – R$ 2 milhões
Jorge Sampaoli (Atlético-MG) – R$ 1,9 milhão
Leonardo Jardim (Cruzeiro) e Renato Gaúcho (Fluminense) – R$ 1,5 milhão
Juan Pablo Vojvoda (Santos) – R$ 1,4 milhão
Hernán Crespo (São Paulo) – R$ 1,2 milhão
Fernando Diniz (Vasco) – R$ 1,1 milhão
Roger Machado (Inter) e Mano Menezes (Grêmio) – R$ 800 mil
Davide Ancelotti (Botafogo) – R$ 700 mil
Filipe Luís (Flamengo) – R$ 300 mil