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Repórter do Future of Money
Publicado em 2 de abril de 2025 às 15h17.
Dois investigadores da Guarda Revolucionária do Irã enfrentam um processo no país após serem acusados de roubar cerca de US$ 21 milhões (R$ 119 milhões, na cotação atual) em criptomoedas. As autoridades teriam obtido os fundos enquanto investigavam um caso de corrupção.
De acordo com informações obtidas pelo jornal Iran International, Mehdi Hajipour e Mehdi Badi são dois oficiais de alto escalão da divisão do exército iraniano responsável por investigações criminais. Eles estavam atuando em um caso que envolvia a corretora Cryptoland.
Criada por Sina Estavi, a exchange entrou em colapso em 2021 após o CEO ser acusado de ter desviado fundos da corretora de criptomoedas. À época, ele foi acusado de "causar uma disrupção no sistema econômico" iraniano. Ele chegou a devolver parte do valor dos clientes na exchange, mas o processo se manteve.
Em 2023, Estavi foi condenado a 15 anos de prisão, pagamento de multas, proibição de participar do setor público e 75 chicotadas. Entretanto, ele conseguiu fugir do país antes que fosse preso, escapando das punições. Desde então, autoridades do país estão investigando o caso.
A teoria principal é que Estavi teria subornado autoridades para conseguir deixar o Irã. Atualmente, cerca de 25 mil investidores seguem no aguardo de algum ressarcimento pelas perdas com a falência da corretora. Porém, os investigadores do caso não tentaram ajudá-los, pelo contrário.
Os oficiais de alto escalão teriam desviado a quantia milionária de criptomoedas que estavam congeladas e sob custódia da Justiça do Irã. Os ativos foram transferidos para a carteira digital de um dos oficiais, mas a movimentação acabou sendo identificada e rastreada.
Os dois investigadores teriam transferido apenas unidade da BRG, que era a criptomoeda nativa da corretora. Antes do roubo, Mehdi Hajipour tinha US$ 40 mil em ativos. Quatro meses depois, ele tinha cerca de US$ 14,2 milhões em ativos, comprando ouro, imóveis e veículos.
Hajipour já havia sido preso em 2022, acusado de ter recebido um suborno de US$ 10 mil do próprio Estavi. Pelo menos mais dois investigadores também foram identificados como cúmplices da operação. Ainda não está claro qual tipo de punição os oficiais podem receber.
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