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WASHINGTON, DC - APRIL 02: U.S. President Donald Trump speaks during a Make America Wealthy Again trade announcement event in the Rose Garden at the White House on April 2, 2025 in Washington, DC. Touting the event as Liberation Day, Trump announced additional tariffs targeting goods imported to the U.S. Chip Somodevilla/Getty Images/AFP (Photo by CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP) (Getty Images via AFP)
Repórter do Future of Money
Publicado em 3 de abril de 2025 às 10h57.
Última atualização em 3 de abril de 2025 às 12h17.
Nesta quinta-feira, 3, o mercado de criptomoedas ainda repercute o impacto das novas tarifas anunciadas por Donald Trump no dia anterior, chamado de “Liberation Day”. Maiores do que o esperado, as tarifas “pegaram o mercado de surpresa”, de acordo com especialistas, gerando uma queda significativa nos preços das principais criptomoedas.
No momento, o bitcoin é cotado a US$ 82.288, com queda de 4% nas últimas 24 horas, de acordo com dados do CoinMarketCap. A maior criptomoeda do mundo enfrentou volatilidade intensa desde o início do discurso de Donald Trump, por volta das 17h da última quarta-feira, 2. No período, preço do bitcoin variou entre US$ 81.786 e US$ 88.446.
“Donald Trump acaba sendo uma pessoa bem imprevisível e as tarifas pegaram o mercado de surpresa, já que uma matéria do Wall Street Journal antes do anúncio fez o mercado precificar uma tarifa base de 10% para todos os países, o que não aconteceu”, explicou João Galhardo, analista de research da Mynt, plataforma cripto do BTG Pactual durante o programa Morning Call Crypto.
Apesar da “surpresa” do mercado ter gerado quedas significativas para o bitcoin, a maior criptomoeda do mundo ainda caiu menos que o S&P 500, um dos principais índices de ações dos EUA.
Em relação às outras criptomoedas, também conhecidas como “altcoins”, o bitcoin possui a melhor chance de recuperação no longo prazo agora que as tarifas de Trump já foram anunciadas. Isso se deve ao interesse institucional pela criptomoeda, que tem sido maior do que para outros criptoativos.
“Levando em consideração o interesse institucional em cripto, vemos muito mais interesse no bitcoin em relação às altcoins. Isso fica claro não só com a dominância, mas também com indicadores que mostram o price action do bitcoin e a força relativa das altcoins em paralelo, vemos que o bitcoin tem apresentado mais força em movimentos de alta e movimentos de queda com menores amplitudes. Além disso, a partir de uma ótima quantitativa, pensando na sazonalidade do bitcoin, sabemos que historicamente os segundos trimestres costumam ser positivos para o bitcoin”, explicou Galhardo no programa, disponível na íntegra no YouTube.
“Agora que temos um pouco mais de previsibilidade macroeconômica em relação às tarifas, que esse ‘bicho papão’ já passou e os países podem começar a negociar essas tarifas, talvez tenhamos espaço para um movimento de recuperação do bitcoin quando essa poeira abaixar. Até porque em relação à demanda institucional, o bitcoin definitivamente tem chamado mais atenção”, acrescentou.
“Independentemente de questões macroeconômicas e aspectos que podem levar o apetite ao risco para fora do mercado, estamos vivendo um dos melhores períodos de adoção institucional do mercado cripto. Principalmente para o bitcoin, temos visto cada vez mais empresas se inspirando no modelo do Michael Saylor, temos um presidente pró-cripto nos Estados Unidos pela primeira vez na história... acredito que este ano ainda vai trazer muitas surpresas e tudo que a gente precisa é sobreviver até lá”, concluiu.
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