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Mineradoras de bitcoin têm pior mês da história e perdem 25% em valor de mercado

Levantamento do JPMorgan indica que mineradoras de bitcoin com ações negociadas nos EUA tiveram forte queda em março

João Pedro Malar
João Pedro Malar

Repórter do Future of Money

Publicado em 2 de abril de 2025 às 10h55.

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Um levantamento divulgado pelo banco JPMorgan na última terça-feira, 1º, indica que as empresas de mineração de bitcoin com ações negociadas nas bolsas dos Estados Unidos tiveram o seu pior mês da história. Em março, esse grupo acumulou a maior perda de valor registrada até o momento.

Os dados da JPMorgan reúnem as 14 principais empresas que atuam no segmento de mineração da criptomoeda. De acordo com o banco, as perdas de capitalização de mercado chegaram à casa dos 25% no mês de março, representando um encolhimento de US$ 6 bilhões.

O estudo indica ainda que as mineradoras que têm expandido operações em áreas como inteligência artificial tiveram um desempenho pior em março que as mineradoras "puras", que se dedicam apenas à atividade de liberar unidades de bitcoin no mercado.

Foi o segundo mês consecutivo em que as mineradoras "puras" tiveram um desempenho melhor. As perdas em março também ocorrem na sequência de fortes perdas em fevereiro, quando o segmento registrou uma perda de 20% em sua capitalização de mercado, também na casa dos US$ 6 bilhões.

Segundo o JPMorgan, as perdas refletem uma combinação de fatores. A forte aversão a riscos entre investidores tem prejudicado ações do mundo das tecnologias e os preços das criptomoedas, uma combinação que prejudica mais intensamente as mineradoras de bitcoin, que estão ligadas aos dois grupos.

Ao mesmo tempo, a dificuldade de mineração da criptomoeda segue crescendo e atingindo níveis recordes, exigindo que as mineradoras continuem investindo para aprimorar suas operações. A dificuldade maior também implica em mais gastos para essas companhias.

Apesar da alta na sua dificuldade de mineração, o preço do bitcoin caiu no mesmo período. Com isso, mesmo as mineradoras bem-sucedidas acabaram tendo uma lucratividade menor. A combinação de elementos internos e externos ao mercado cripto acabou criando um cenário adverso para o setor.

O JPMorgan pontua ainda que as mineradoras que estão investindo em operações na área de inteligência artificial - em geral usando parte do seu poder computacional para armazenamento e processamento - também lidam com custos elevados e as dificuldades desse segmento, piorando o quadro para essas companhias.

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