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Repórter do Future of Money
Publicado em 2 de abril de 2025 às 17h45.
Última atualização em 2 de abril de 2025 às 17h57.
O SMBC, segundo maior banco do Japão e controlado pelo Sumitomo Mitsui Financial Group, está planejando o lançamento de uma stablecoin própria. O projeto ainda não tem uma data oficial de estreia, mas está sendo desenvolvido junto com a Ava Labs e a Fireblocks.
As informações foram reveladas na última terça-feira, 1º, pelo jornal Nikkei. A Ava Labs, que reúne os desenvolvedores por trás do blockchain Avalanche, tem sido responsável pela parte técnica e de infraestrutura do projeto, enquanto a Fireblocks fornecerá o sistema para gerenciamento dos tokens.
Ainda de acordo com a Nikkei, o SMBC pretende firmar parcerias com empresas locais para realizar experimentos com a stablecoin ao longo do segundo semestre de 2025. Com isso, a criptomoeda poderia ser lançada no próximo ano, dependendo dos resultados do teste.
A iniciativa não é a primeira do banco no mundo cripto. Em 2022, o SMBC anunciou a criação de um "Laboratório de Tokens Corporativos" para explorar os NFTs (tokens não fungíveis, na tradução). O projeto chegou a ter a emissão de NFTs intransferíveis, com foco em verificação de identidade.
Em 2024, o SMBC já havia revelado que tinha interesse em lançar um projeto de stablecoin com foco em transações transfronteiriças. O avanço no projeto reflete também um ambiente regulatório favorável, com o governo do Japão aprofundando o processo de regulação desses ativos.
Os planos do gigante do mercado financeiro japonês também refletem um interesse crescente de empresas tradicionais do mundo financeiro nas stablecoins. Essas criptomoedas têm como principal característica a capacidade de serem pareadas a outros ativos já existentes.
A maior parte das stablecoins, e as mais usadas e valiosas, é pareada ao dólar. Desde que assumiu a Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump compartilhou diversas falas favoráveis a esses ativos, defendendo uma intensificação do uso desses tokens no mercado financeiro.
O posicionamento ajudou a catalisar o interesse de gigantes do mercado na possibilidade de criar stablecoins próprias. Também nesta semana, o Itaú afirmou que cogita criar uma stablecoin própria. Já o BTG Pactual criou uma stablecoin, o BTG Dol, em 2023.
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