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“Stablecoins são a última moda em cripto”, diz CEO da Bitso em evento no México

Empresa organizou evento focado em stablecoins na Cidade do México; CEO salientou potencial da América Latina no setor

 (Reprodução/Reprodução)

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 29 de agosto de 2025 às 09h30.

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As stablecoins, criptomoedas que acompanham outros ativos, geralmente o dólar, ganharam destaque em 2025. A Bitso, empresa do setor de criptoativos, realizou um evento focado na tecnologia na Cidade do México nos últimos 27 e 28 de agosto, por meio de seu braço B2B, a Bitso Business.

Durante o evento, executivos de grandes empresas e bancos discutiram as possibilidades das stablecoins. Daniel Vogel, CEO da Bitso, revelou à EXAME que acredita que as stablecoins são a “última moda” em cripto, descrevendo sua diferença para outra tecnologia disruptiva, o Bitcoin.

“Definitivamente, o bitcoin teve um grande destaque por um longo tempo. Acho que tem sido, sem dúvida, um investimento incrível. Pessoas que compraram bitcoin e o mantiveram se saíram muito, muito bem. Quando fundamos a empresa, sempre tivemos muito interesse em que essa tecnologia fosse alavancada para mudar fundamentalmente a forma como o dinheiro se movimentava através das fronteiras. E tentamos usar o bitcoin por muito tempo para fazer isso, mas tivemos muitos problemas”, explicou ele em entrevista à EXAME.

“E muitos desses problemas são resolvidos por stablecoins, e principalmente porque são fáceis de entender. As pessoas já têm, por exemplo, reais digitais em suas contas bancárias ou dólares digitais em uma conta bancária nos EUA ou algo assim. E assim ficou um pouco mais fácil para as pessoas entenderem que agora você tem todas as propriedades do Bitcoin em termos de como e para onde pode movê-lo. Mas agora você consegue fazer isso com um valor que não oscila como o bitcoin. E então eu acho que isso significa que muitas pessoas estão começando a entender que podem realmente alavancar stablecoins como um novo método de pagamento, como um novo método de transações internacionais”, acrescentou.

“É definitivamente a última moda em criptomoedas. Mas acho que a diferença em relação ao bitcoin é que há atividade econômica real acontecendo com as stablecoins, enquanto que, por muito tempo, com o bitcoin, houve principalmente muito entusiasmo e especulação, mas muita especulação”, concluiu o CEO e cofundador da Bitso.

Perspectivas para o mercado de stablecoins

“Eu sinto que vai ser assim. Talvez o blockchain seja uma tecnologia fundamental e o bitcoin será muito importante para os investidores e as stablecoins são muito importantes para pagamentos internacionais”, disse Daniel Vogel.

O executivo, que é otimista sobre as stablecoins, afirmou que gostaria de acreditar que cada moeda latino-americana tenha sua própria stablecoin no futuro.

“Eu gostaria de acreditar que, no futuro, cada país latinoamericano terá sua própria stablecoin. Por quê? Acho que pelo mesmo motivo que expliquei na última resposta, que esses protocolos de finanças abertas estão sendo construídos e precisam se conectar à realidade local dos indivíduos. E, portanto, as stablecoins podem fazer essa ponte. Essa é, pelo menos, a minha tese. E é por isso que lançamos o MXMB e estamos apoiando iniciativas como a BRL1”, concluiu.

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