A taxa Selic impacta diretamente os investimentos em renda fixa, com a poupança sendo a opção mais simples, mas com rentabilidade mais baixa. (Anyaberkut/Getty Images)
Publicado em 1 de abril de 2025 às 17h57.
A Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Banco Central. Ela serve como referência para os juros de empréstimos e financiamentos no país, além de influenciar a rentabilidade de diversos tipos de investimentos, principalmente em renda fixa.
Quando esse índice sobe, como no atual cenário de 14,25% ao ano, a tendência é que a rentabilidade de opções de baixo risco, como a poupança, também aumente. Isso quer dizer, que é um bom momento para investir na aplicação. Veja como seria o rendimento mensal.
Considerando que a Selic está em 14,25% ao ano, a rentabilidade da poupança se torna um pouco mais atrativa do que em períodos de juros mais baixos. Com a atual taxa, o título rende 0,5% ao mês, além da variação da TR (Taxa Referencial), que está praticamente zerada. Isso significa que, se você investir R$ 1.000 na poupança, o valor renderá cerca de R$ 5 mensais, ou R$ 60 por ano, considerando um cenário estável.
Embora a rentabilidade não seja alta, a poupança é a opção mais simples e segura para quem busca liquidez imediata, já que permite o saque do valor a qualquer momento. Outro ponto positivo é que o rendimento é isento de Imposto de Renda.
Embora a poupança seja uma alternativa fácil e acessível, outras opções de investimento podem gerar uma rentabilidade superior. Duas alternativas populares são o CDB (Certificado de Depósito Bancário) e o Tesouro Selic.
O CDB é um título emitido por bancos e oferece uma rentabilidade maior, que pode variar entre 100% e 120% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Considerando a Selic de 14,25% ao ano, o CDB pode render até 14,25% ao ano ou mais, dependendo da instituição financeira e do tipo de CDB escolhido.
A liquidez depende do tipo de CDB, podendo ser diária (no caso de CDBs com liquidez diária) ou pós-fixada (com resgate em um prazo específico). O imposto de renda é descontado de acordo com a tabela regressiva, que varia de 22,5% a 15%, conforme o tempo do investimento. Vale lembrar que, ao escolher um banco menor, o investidor pode ter acesso a uma rentabilidade mais atraente, mas com risco um pouco mais alto.
Já o Tesouro Selic é uma opção mais conservadora, pois é emitido pelo Governo Federal e apresenta um risco muito baixo. Sua rentabilidade acompanha a Selic, com o investidor recebendo uma juros próximo aos 14,25% ao ano. Outra vantagem é a liquidez diária, o que significa que é possível resgatar o dinheiro a qualquer momento sem perda de rentabilidade acumulada.
Assim como o CDB, o Tesouro Selic tem imposto de renda de acordo com a tabela regressiva, mas a tributação é menor do que em outras alternativas, caso o investimento seja resgatado antes do prazo.
Entender como a Selic impacta a rentabilidade dos investimentos é fundamental para quem deseja fazer o dinheiro trabalhar de forma mais eficiente. Embora a poupança seja uma opção prática e segura, ela não oferece a melhor rentabilidade quando comparada a alternativas como o CDB e o Tesouro Selic.
Mesmo em um cenário com juros elevados, essas opções de investimento podem gerar rendimentos mais vantajosos, especialmente a longo prazo. Para quem quer otimizar seus ganhos, conhecer essas alternativas e escolher a mais adequada ao perfil de risco e objetivo financeiro é uma estratégia importante.