A rentabilidade dos fundos imobiliários pode variar ao longo do tempo, dependendo de fatores como a gestão do fundo, o desempenho dos imóveis e as condições econômicas do mercado (HAKINMHAN/Thinkstock)
Publicado em 4 de abril de 2025 às 15h05.
Investir em fundos imobiliários (FIIs) tem se tornado uma alternativa popular para quem busca diversificar a carteira e obter uma fonte de rendimento passivo. Esses fundos, que reúnem recursos de diversos investidores para aplicar em imóveis e ativos relacionados, oferecem uma forma prática de investir no mercado imobiliário sem a necessidade de comprar um imóvel diretamente. Mas quanto um investimento de R$ 100 mil em fundos imobiliários pode render? Vamos explorar essa questão e entender como esse tipo de investimento funciona.
Os fundos imobiliários são veículos de investimento coletivo que aplicam em ativos do setor imobiliário, como imóveis comerciais, residenciais, shoppings, ou ainda em títulos de crédito imobiliário. Os investidores que compram cotas desses fundos tornam-se proprietários de uma parte do portfólio de imóveis e ativos, recebendo renda periódica, geralmente sob a forma de dividendos, provenientes do aluguel dos imóveis ou da valorização de ativos.
A principal vantagem dos FIIs é que eles permitem que pequenos investidores participem do mercado imobiliário sem a necessidade de comprar um imóvel físico, com a liquidez das cotas facilitando a compra e venda no mercado. A rentabilidade dos fundos imobiliários, geralmente, vem de duas fontes: a distribuição de dividendos (provenientes da locação de imóveis ou da venda de ativos) e a valorização das cotas ao longo do tempo.
A rentabilidade de um fundo imobiliário é influenciada principalmente por fatores como o tipo de imóvel que compõe o portfólio do fundo, a gestão do fundo e as condições de mercado, como taxas de juros e a demanda por imóveis. A maior parte do rendimento é gerada por dividendos mensais, que representam a distribuição dos lucros do fundo aos seus cotistas.
A rentabilidade pode variar bastante dependendo do fundo. Por exemplo, alguns fundos distribuem rendimentos mais consistentes, enquanto outros têm maior potencial de valorização de suas cotas, o que pode gerar lucros com a venda das cotas no mercado secundário. Em média, fundos imobiliários têm oferecido dividend yields (rendimento dos dividendos em relação ao preço da cota) que variam entre 6% e 12% ao ano.
Agora, para ilustrar o rendimento de R$ 100 mil aplicados em FIIs, vamos considerar uma rentabilidade média de 8% ao ano. Esse valor pode variar dependendo do fundo escolhido, mas vamos usar essa taxa como base para o cálculo.
Com uma rentabilidade de 8% ao ano, R$ 100 mil investidos em fundos imobiliários renderiam, anualmente, R$ 8.000 em dividendos. Isso resultaria em uma média de R$ 666,67 por mês, caso os dividendos sejam pagos mensalmente, o que é comum em muitos fundos imobiliários.
Se o investidor optar por reinvestir esses dividendos, a rentabilidade pode aumentar ao longo do tempo, aproveitando o efeito dos juros compostos. No entanto, é importante lembrar que os FIIs não garantem rendimento fixo, e o valor dos dividendos pode variar conforme o desempenho do fundo.
Como qualquer investimento, os fundos imobiliários também apresentam riscos. A rentabilidade pode ser afetada por diversos fatores, como vacância de imóveis, inadimplência de inquilinos, mudanças nas taxas de juros e até crises econômicas. No entanto, eles oferecem uma série de vantagens, como a diversificação dos investimentos, a liquidez das cotas e a possibilidade de ganhar com a valorização dos imóveis ou ativos do fundo.
É fundamental, portanto, que o investidor pesquise bem sobre o fundo imobiliário em que deseja investir, considerando o histórico de rentabilidade, a qualidade da gestão e a composição do portfólio de ativos.