O empresário Michael Klein, filho do fundador Samuel Klein, enviou ontem um comunicado à Casas Bahia informando que atingiu posição equivalente a 10,42% em ações de emissão da companhia (Germano Lüders/EXAME.com/Exame)
Repórter de Mercado Imobiliário
Publicado em 2 de abril de 2025 às 08h46.
Michael Klein, filho do fundador Samuel Klein, enviou ontem um comunicado à Casas Bahia informando que atingiu posição equivalente a 10,42% em ações de emissão da companhia, dona das marcas Casas Bahia e Ponto Frio.
O empresário vem comprando ações da empresa ao longo dos últimos dias -- período em que a ação, bastante descontada em meio às dificuldades financeiras da varejista, disparou na bolsa, triplicando em apenas um mês. Até ontem, ele afirmava ter 9,49% do capital social da empresa, tanto na pessoa física como via fundo de investimento.
Se considerado o formulário de referência publicado pela companhia no último dia 14 de março, o empresário aparecia com cerca de 8,6% dos papéis.
Segundo o comunicado publicado hoje, o objetivo da participação acionária não é alterar a composição do controle da companhia.
Klein afirma que visa um maior envolvimento na gestão da Casas Bahia, especialmente por meio da eleição de candidatos indicados por ele — incluindo a si próprio — a membros do Conselho de Administração.
Na carta, o empresário ainda afirma não ser parte de qualquer acordo ou contrato regulando o exercício do direito de
voto ou compra e venda de valores mobiliários de emissão da companhia.
Antes de enviar o comunicado sobre, Michael Klein havia formalizado o pedido de convocação de Assembleia Geral Extraordinária (AGE) com a proposta de reassumir o cargo de presidente do conselho de administração da empresa.
Em texto enviado à empresa, Klein reconheceu os esforços da atual diretoria na equalização financeira da Casas Bahia, propondo preservar o núcleo executivo.
Dessa forma, apesar da destituição de Renato Carvalho do cargo de chairman, nada seria alterado na diretoria-executiva da varejista. Klein também pede a saída do conselheiro Rogério Paulo Calderón Peres, com a indicação de Luiz Carlos Nannini para a função.
O empresário afirmou que o retorno ao conselho seria justificado pela sua "longa experiência no varejo brasileiro e, principalmente, pela atuação na trajetória de sucesso da Casas Bahia". De acordo com ele, o objetivo é manter um projeto comum, com todos os stakeholders, para a revitalização da companhia.
“Minha história com a empresa é de superação e sucesso. Nos anos 1990 e 2000, liderei a modernização das Casas Bahia, consolidando sua liderança. Em 2019, como acionista majoritário, trouxe estabilidade após a saída do GPA. Agora, diante da recuperação extrajudicial, vejo uma oportunidade única de reposicionar o Grupo Casas Bahia como uma potência híbrida, unindo o legado e capilaridade de nossas lojas físicas a uma presença digital inovadora”, afirma.