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Alemanha assume liderança global entre credores; mercados sobem com trégua dos EUA

Na volta do feriado, alívio com tarifas sobre a Europa impulsiona bolsas; Japão perde posto de maior credor após 34 anos

Publicado em 27 de maio de 2025 às 06h02.

Os mercados internacionais abriram em alta nesta terça-feira, 27, impulsionados pela melhora no sentimento global após os Estados Unidos adiarem tarifas sobre a União Europeia. O clima positivo também refletiu dados econômicos da Ásia e da Europa, além de expectativas de moderação inflacionária.

Na Ásia, o desempenho foi misto. No Japão, o índice Nikkei 225 subiu 0,51%, enquanto o Topix avançou 0,64%, apoiado pela queda nos rendimentos dos títulos do governo, em meio a expectativas de que o ministério das Finanças reduza a emissão de papéis de longo prazo.

Na China, o CSI 300 recuou 0,52% na reta final do pregão, mesmo com os lucros industriais do país crescendo 1,4% em abril — mais que o dobro da taxa de março. Já o Hang Seng, em Hong Kong, subiu 0,39%, revertendo perdas iniciais.

Na Coreia do Sul, o Kospi caiu 0,27% após atingir máxima de três meses na véspera, enquanto o Kosdaq avançou 0,25%. Na Índia, o Nifty 50 perdeu 0,69% e o Sensex recuou 0,22%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 subiu 0,56%, encerrando sua terceira sessão consecutiva em alta.

Na Europa, as bolsas abriram majoritariamente em território positivo. O índice Stoxx 600 subia 0,2% nos primeiros minutos de negociação, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, avançava 0,8%. O CAC 40, da França, caía 0,2%, e o DAX, da Alemanha, operava estável.

Entre os destaques da região, a Alemanha superou o Japão e assumiu a posição de maior credor líquido do mundo em 2024, com € 3,5 trilhões (US$ 3,78 trilhões) em ativos externos, encerrando um domínio japonês que durava 34 anos.

Na França, a inflação desacelerou para 0,6% em maio na comparação anual, puxada pela queda nos preços de serviços e energia, segundo dados preliminares do Insee. Os preços dos alimentos, porém, continuaram em alta.

No Reino Unido, a inflação dos alimentos avançou 2,8% em maio na base anual, a quarta alta seguida, pressionada por aumentos nos preços de produtos frescos, como a carne bovina, e por custos extras enfrentados pelo varejo após mudanças trabalhistas.

Já na Alemanha, o índice de confiança do consumidor subiu pelo terceiro mês seguido, embora ainda reflita cautela diante das incertezas econômicas e da política comercial dos EUA.

Nos Estados Unidos, os mercados futuros abriram em forte alta nesta manhã. O Dow Jones subia 1,03%, o S&P 500 avançava 1,22% e o Nasdaq 100 ganhava 1,4%, refletindo ainda a notícia do adiamento nas tarifas de 50% sobre importações da União Europeia — agora previstas para 9 de julho, após pedido da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Como o anúncio foi feito durante o fim de semana de feriado nos EUA, deve influenciar no pregão desta terça-feira.

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