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Alibaba vendeu menos que o esperado no e-commerce, mas IA e nuvem brilharam no balanço trimestral

Lucro ficou acima do esperado, mas teve impulso de ganhos financeiros: desempenho operacional desaqueceu

Alibaba: estimativa de analistas é que companhia tenha vendas totais R$ 12 bilhões no Brasil (Aly Song/File Photo/Reuters)

Alibaba: estimativa de analistas é que companhia tenha vendas totais R$ 12 bilhões no Brasil (Aly Song/File Photo/Reuters)

Mitchel Diniz
Mitchel Diniz

Repórter de negócios e finanças

Publicado em 29 de agosto de 2025 às 10h09.

O Alibaba, gigante chinês do e-commerce, reportou lucro líquido de 43,11 bilhões de iuans (US$ 6,03 bilhões, na cotação de hoje) no primeiro trimestre fiscal. A cifra é 78% maior que a registrada um ano antes e superou com alguma folga a média das projeções do mercado, que apontava para lucro de 28,5 bilhões de iuans (US$ 3,98 bilhões).

A linha final do balanço contou com a ajuda de investimentos financeiros feitos pela companhia e compensou um resultado mais fraco na parte operacional.

O faturamento do Alibaba no período foi de 247,65 bilhões de iuans (US$ 34,62 bilhões), com alta de 1,8%. O mercado esperava um pouco mais, 252,9 bilhões (US$ 35,35 bilhões). A divisão internacional de e-commerce da companhia, incluindo AliExpress, cresceu 19% em faturamento.

A receita de e-commerce da companhia foi de US$ 16,55 bilhões, também ficando abaixo dos US$ 16,94 bilhões projetados pelo mercado.

Por outro lado, a receita do segmento de nuvem da companhia, cresceu 26%, na comparação anual, e bateu expectativas, chegando a US$ 4,66 bilhões.

O fluxo de caixa líquido gerado pelas operações recuou 39% na comparação anual, para 20,672 bilhões de iuans (US$ 2,89 bilhões). O EBITDA ajustado da Alibaba caiu 14% na comparação anual, pressionado por investimentos.

Uma economia chinesa menos aquecida e uma estratégia agressiva de descontos e entregas rápidas em até uma hora pesaram sobre os números. A Alibaba tem despejado bilhões em cupons para aumentar participação de mercado, inclusive na frete de delivery de restaurantes.

Um dos principais aplicativos da companhia em seu país de origem, o Taobao, compete com as chinesas Meituan e JD.com, outro player do comércio eletrônico que também está apostando em entrega de comida.

Por outro lado, a Alibaba tem feito investimentos pesados em inteligência artificial (IA) e computação em nuvem (cloud computing).

Recentemente, a companhia anunciou planos de investir US$ 53 bilhões em infraestrutura de I pelos próximos três anos. A empresa está se transformando em um grande player do setor, vendendo modelos de inteligência artificial e serviços de vendas em nuvem.

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