Ações das gigantes da tecnologia caem após anúncio de tarifas do Trump (Brendan SMIALOWSKI/AFP)
Repórter de mercados
Publicado em 2 de abril de 2025 às 18h08.
Última atualização em 2 de abril de 2025 às 18h53.
As ações do mercado americano operam em forte queda no pós-mercado nesta quarta-feira, 2 de abril, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas abrangentes de pelo menos 10%, com valores mais altos para alguns países.
O SPDR S&P 500 ETF Trust (SPY), que rastreia o índice S&P 500, perdia mais de 2,5% nas negociações após o horário de fechamento. O Invesco QQQ ETF, que corresponde ao índice Nasdaq-100, caía 3,3%, enquanto o SPDR Dow Jones Industrial Average ETF Trust (DIA) recuava 1,49%.
As tarifas anunciadas hoje, que chegam a 34% para a China e beiram os 30% para vários países asiáticos, vieram muito acima do que o mercado esperava.
"Acreditamos que o mercado espera tarifas sobre produtos selecionados, mas tarifas generalizadas serão uma surpresa negativa", tinha escrito a equipe do Bank of America Merrill Lynch (BofA) em relatório na manhã de hoje.
As ações de empresas com grande volume de importações — especialmente dos países asiáticos, mais tarifados — são severamente impactadas. A Nike perdia 6%. Boa parte da cadeia das empresas varejistas está nos países asiáticos. O Vietnã, por exemplo, terá tarifas de 32% para exportar para os Estados Unidos.
Entre as big techs, as quedas também eram generalizadas. Boa parte dos componentes das Big Techs, inclusive chips, vem da China.
Na Apple, o recuo é de quase 6%. Meta caía 3,7% e Amazon, mais de 4%. Alphabet e Microsoft recuavam 2%.
As ações da Nvidia e da Tesla, que já vinham sofrendo com os receios relacionados às tarifas, continuaram a cair, cada uma registrando perdas de aproximadamente 3%.
Economistas alertaram que essas tarifas podem pressionar os custos de produção, gerar inflação e ter impactos globais. O pronunciamento de Trump, que reforçou sua política "America First", também envolveu a imposição de tarifas protecionistas e a redefinição do apoio dos EUA à Ucrânia, ampliando ainda mais a incerteza no mercado.