Repórter
Publicado em 2 de abril de 2025 às 21h44.
Os mercados da Ásia e do Pacífico começaram seus pregões tendo fortes quedas nesta quinta-feira depois do anúncio de Donald Trump impondo tarifas recíprocas a mais de 160 países - vários deles dos quais na região.
A China, segunda maior economia do mundo sofrerá com uma sobretaxa de 54% em seus produtos - 34% anunciados na quarta e os outros 20% confirmados anteriormente. O Vietnã, que fabrica produtos da Apple, por exemplo, será taxado em 46%.
O índice Nikkei 225 no Japão caía 4%. O Topix da Coreia do Sul perdia 3,89%. Já o S&P/ASX 200 da Austrália perdia 1,72%.
Na China, os mercados estão fechados nesta quinta-feira.
Tradicional ativo de proteção ao qual os investidores tendem a recorrer em momento de maior risco, o ouro segue com cotações altas. Os preços chegaram a US$ 3.170,80 por onça às 21h35 desta quarta.
O metal com entrega para junho estava a US$ 3.187,50 a onça na negociação eletrônica e tocou brevemente uma alta de US$ 3.201,60, segundo dados de mais cedo desta quarta da FactSet .
As tarifas mais altas do que os mercados globais projetavam favorecem a cotação do ouro, pois aumentam as tensões geopolíticas e a incerteza comercial.
Os preços haviam fechado em uma alta recorde de US$ 3.166,20 no Comex na quarta-feira.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 2, tarifas recíprocas para produtos de 160 países. O americano exibiu uma tabela e falou que a medida busca corrigir injustiças com a indústria do país.
Segundo a Casa Branca, a tarifa mínima de 10% entra em vigor no dia 5 de abril para todos os países. Países com tarifas acima do mínimo terão o adicional cobrado a partir do dia 9 de abril.
O Brasil terá uma tarifa de 10% sobre seus produtos. Aparentemente, ficou no piso das tarifas, na mesma situação que o Reino Unido e Singapura, Colômbia, Chile e Austrália. A China, por exemplo, terá tarifa de 34%.
Trump afirma que as tarifas vão criar uma nova "era de ouro para os americanos".