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Casino reduz prejuízo em 2024 após reestruturação e foca em varejo de conveniência

Lucro líquido operacional atinge 2,169 bilhões de euros impulsionado por reestruturação financeira, apesar de queda nas vendas

Publicado em 28 de fevereiro de 2025 às 07h18.

Última atualização em 28 de fevereiro de 2025 às 07h19.

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O Grupo Casino encerrou 2024 com um prejuízo consolidado de 295 milhões de euros, apresentando uma melhora em relação ao déficit de 5,661 bilhões de euros registrado em 2023.

O resultado foi impactado por ganhos extraordinários de 3,5 bilhões de euros provenientes da reestruturação financeira, que reduziram drasticamente o endividamento da companhia.

No entanto, o desempenho operacional seguiu pressionado, refletindo o impacto da venda de hipermercados e supermercados e a transição para um modelo de varejo de conveniência.

A receita líquida do grupo caiu 5,4%, totalizando 8,474 bilhões de euros, enquanto o EBITDA ajustado recuou 24,7%, para 576 milhões de euros, resultando em uma margem EBITDA de 6,8%.

Após pagamentos de arrendamentos, o EBITDA caiu ainda mais para 111 milhões de euros, ante 320 milhões de euros em 2023, evidenciando os desafios operacionais da nova estrutura.

O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) foi fortemente influenciado pela conversão de dívidas em ações, levando a um lucro líquido operacional de 2,169 bilhões de euros, mas sem um reflexo direto na capacidade de geração de valor para os acionistas.

A empresa também reduziu sua dívida líquida para 1,203 bilhão de euros, uma queda de 4,978 bilhões de euros em relação ao ano anterior, fortalecendo sua posição de caixa e melhorando a liquidez para 1,518 bilhão de euros.

O Casino seguiu seu plano de focar em lojas menores e mais ágeis, vendendo 366 hipermercados e supermercados e fechando 768 unidades não lucrativas.

Além disso, investiu em novos conceitos, como o "Oxygène" para Franprix e "La Ferme" para Naturalia, além de reestruturar sua estratégia de marcas próprias. A companhia também reforçou sua participação na aliança de compras Aura Retail, junto a Intermarché e Auchan, para aumentar sua competitividade.

A perspectiva para 2025 dependerá da execução do plano Renouveau 2028, que prevê um crescimento modesto de 0,8% ao ano nas vendas líquidas, um EBITDA ajustado após arrendamentos de 500 milhões de euros em 2028 e um programa de desinvestimentos de ativos para sustentar o caixa.

Com a consolidação da nova estrutura, o desafio será manter a rentabilidade no varejo de conveniência e evitar novas perdas operacionais.

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