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Dólar hoje: moeda cai 1,20% e vai a R$ 5,62 em reação a tarifas de Trump

Divisa chegou ao menor patamar desde outubro de 2024

O foco dos mercados globais é para o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na véspera. (Andrew Harkik/AFP)

O foco dos mercados globais é para o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na véspera. (Andrew Harkik/AFP)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 3 de abril de 2025 às 09h45.

Última atualização em 3 de abril de 2025 às 18h05.

O dólar fechou em forte queda nesta quinta-feira, 3, após o anúncio das tarifas de Donald Trump na véspera. Investidores reagem ao anúncio temendo uma recessão da economia dos Estados Unidos. No fim do chamado “Dia da Libertação”, Trump anunciou tarifas generalizadas de pelo menos 10% sobre importações americanas, com alíquotas ainda mais elevadas para alguns países.

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A moeda americana caiu 1,20%, chegando a R$ 5,6281. O dólar futuro era negociado a R$ 5,6655 (-1,12%) por volta das 17h. No exterior, o índice DXY, que mede a força da moeda americana ante seis divisas fortes, marcava queda de 1,61% perto do fechamento de NY.

Qual a diferença do dólar comercial para o dólar turismo?

O dólar comercial trata-se de milhares de dólares em transação no mercado de câmbio. Isso computa exportações, importações, transferências financeiras milionárias e que normalmente são feitas por grandes empresas e bancos.

Já o dólar turismo é comprado por pessoas físicas, normalmente em casas de câmbio, em menores quantidades para viagens ou até passado no cartão de crédito.

Por que o dólar turismo é mais caro?

A cotação do dólar turismo é mais cara, pois são compras muito menores do câmbio, ao contrário das transações feitas por grandes empresas e instituições. Logo, seu custo operacional com transporte de notas e taxa de corretoras ficam mais alto.

Por que o dólar cai?

Basicamente, o preço em relação ao real é calculado em função da disponibilidade de dólares no mercado brasileiro. Ou, seja, quando há uma grande quantidade de moeda norte-americana no país, a tendência é que o preço dela caia em relação ao real, já a baixa disponibilidade da moeda, por outro lado, faz com que o câmbio norte-americano se valorize em relação a nossa moeda.

O Banco Central também tem o poder intervir na cotação. Quando a moeda americana dispara, é comum que o órgão use parte de sua reserva para injetar dólares na economia. Com mais disponibilidade, a cotação da moeda americana tende a cair.

Quais os impactos da queda do dólar?

A queda do dólar frente ao real traz impactos significativos para a economia brasileira. Entre os principais efeitos estão:

  • Exportações: Com um real mais valorizado, as exportações brasileiras tornam-se mais competitivas, impulsionando o setor e favorecendo a balança comercial.
  • Inflação: Uma cotação do dólar mais baixa pode ajudar a conter a inflação, uma vez que reduz o custo de importação de produtos.
  • Investimentos estrangeiros: Um real mais forte pode atrair investimentos estrangeiros para o país, impulsionando a economia e estimulando o crescimento de diversos setores.
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