Em relatório, os analistas do Goldman Sachs rebaixaram a PRIO (PRIO3) para neutro e Brava Energia (BRAV3) para venda. (PRIO/Divulgação)
Repórter de Mercado Imobiliário
Publicado em 2 de abril de 2025 às 13h11.
Última atualização em 2 de abril de 2025 às 13h17.
Com uma perspectiva incerta para os preços do petróleo, em meio à expectativa de desaceleração da atividade com a escalada da guerra comercial, a equipe do Goldman Sachs está recomendando uma postura mais “seletiva” para o setor.
Em relatório, os analistas do banco rebaixaram a PRIO (PRIO3) para neutro e Brava Energia (BRAV3) para venda. A Petrobras (PETR3;PETR4), por outro lado, segue com recomendação de compra.
Na manhã desta quarta-feira, 2, o setor petroleiro caía em bloco acompanhando a baixa dos contratos futuros de petróleo. Brava chegou a liderar as perdas do índice, recuando 7,24%, enquanto a PRIO caía 2,77%.
Por volta das 12h30, no entanto os papéis suavizaram a baixa em meio a uma recuperação das bolsas, num dia de volatilidade elevada à espera dos anúncios de Donald Trump do “Dia da Libertação”.
Para o Goldman Sachs, os riscos de médio prazo para os preços do petróleo são de baixa, ainda que possa haver algum movimento altista mais no curto prazo devido devido às sanções que devem ser impostas pelos Estados Unidos.
Analistas chamam atenção para o alto nível de capacidade ociosa e a possível escalada de tarifas, que pode, em última instância, afetar o crescimento mundial e prejudicar a demanda.
Nesse cenário, o banco está mais cauteloso com teses que também seus desafios micro.
O rebaixamento da PRIO se deu devido a incertezas sobre a duração da geração de fluxo de caixa e sobre o cronograma da licença do campo de Wahoo.
“Nossas verificações de canal sugerem riscos de atrasos adicionais na emissão de licenças para operadores de óleo e gás. Essa sobrecarga, juntamente com os ventos contrários de curto prazo, nos levam a esperar que a ação ande de lado até que Wahoo comece a produzir petróleo, o que acreditamos ser improvável que aconteça antes do início do próximo ano”, avalia o banco em relatório.
Já no caso da Brava, o Goldman está mais pessimista que o consenso. Os analistas citam a maior sensibilidade da empresa a preços baixos do petróleo e espaço limitado para crescer em 2026.
Além das perspectivas mais pessimistas do para o petróleo que a média do mercado, o banco também tem projeções de produção menores para Atlanta e Papa Terra, dois dos campos mais relevantes da companhia.
A combinação dos dois fatores leva o banco a ter uma previsão de EBITDA 15% menor para a Brava em 2026 do que o consenso.
Apesar de manter a recomendação de compra para Petrobras no setor de petróleo e gás, o Goldman Sachs reafirmou a preferência por empresas brasileiras de saneamento e energia elétrica, como Sabesp, Equatorial e Copel.
"Vemos essas empresas relativamente blindadas da volatilidade nos preços das commodities, juntamente com um valuation atrativo", finalizam.