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Ibovespa zera ganhos com investidores cautelosos com tarifas dos EUA

Presidente americano anunciou seu novo plano tarifário para importações pouco após fechamento; dólar subiu 0,25%

 (Patricia Monteiro/Bloomberg via/Getty Images)

(Patricia Monteiro/Bloomberg via/Getty Images)

Carolina Ingizza
Carolina Ingizza

Redatora na Exame

Publicado em 2 de abril de 2025 às 10h21.

Última atualização em 2 de abril de 2025 às 17h35.

Nesta quarta-feira, 2, os mercados financeiros operaram com cautela antes do anúncio das novas tarifas sobre produtos importados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às 17h (horário de Brasília). O Ibovespa fechou em alta de apenas 0,03%, para 131.190 pontos. 

De acordo com analistas ouvidos pela EXAME, parte dos efeitos das tarifas anunciadas nesta quarta-feira já estava precificada pelos investidores. Mas o principal índice perdeu força nos últimos minutos do pregão, conforme o anúncio do presidente americano se aproximava.

As blue chips recuaram, mesmo com valorização de suas respectivas commodities. Petrobras ON (PETR3) registrou queda de 0,51% (R$ 40,82), Petrobras PN (PETR4) recuou 0,27% (R$ 37,20) e Vale (VALE3) caiu 0,45% (R$ 56,93).

Por aqui, a pesquisa da ​Genial/Quaest divulgada hoje fez preço. A pesquisa mostrou que a desaprovação do trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva cresceu e atingiu 56%, o pior patamar desde o início do governo. A aprovação está em 41%, enquanto 3% não souberam ou não responderam.

No mercado cambial, o dólar fechou em alta ante o real. Lá fora, a moeda americana recuou frente aos pares. Aqui, porém, o dado mais fraco de produção industrial pode levar o Copom a encurtar o ciclo de aperto monetário, o que limitaria a atratividade do “carry trade”.

Ibovespa hoje

  • IBOV: +0,03%, aos 131.190
  • Dólar hoje: +0,29%, a R$ 5,699

No radar hoje

Vários indicadores econômicos foram divulgados na manhã desta quarta-feira. A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da cidade de São Paulo subiu 0,62% em março, acelerando frente ao avanço de 0,51% em fevereiro, mas mostrando arrefecimento em relação ao ganho de 0,79% observado na terceira quadrissemana do mês passado.

Já a inflação nacional, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), desacelerou em seis das sete capitais pesquisadas no encerramento de março, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice como um todo arrefeceu de 0,72% para 0,44% na passagem da terceira para a quarta quadrissemana de março.

O IBGE informou que a produção industrial nacional, em fevereiro, ​variou -0,1% frente a janeiro, na série com ajuste sazonal. Em relação a fevereiro de 2024, houve crescimento de 1,5%, nona taxa positiva consecutiva.

Nos Estados Unidos, o Relatório Nacional de Emprego da ADP indica que a criação de vagas de trabalho no setor privado acelerou em março, com a abertura de 155.000 empregos, após 84.000 em fevereiro.

Mercados internacionais

Os investidores de todo o mundo operaram sob a expectativa do anúncio das tarifas comerciais dos Estados Unidos. Na Ásia, o dia teve movimentos variados. O Nikkei 225, do Japão, avançou 0,28%, enquanto o Topix recuou 0,43%. O Kospi, da Coreia do Sul, caiu 0,62%. Já o S&P/ASX 200, da Austrália, subiu 0,12%, e o índice de referência de Hong Kong, Hang Seng, encerrou o dia estável. Na China, o CSI 300 teve leve queda de 0,08%. Na Europa, os mercados recuaram diante da incerteza tarifária.

Em Wall Street, as bolsas fecharam em ligeira alta à espera da fala de Trump, que começou pouco depois. Ações do setor industrial foram o destaque, com alta de 2%. O índice Dow Jones subiu 0,56% a 42.225,32 pontos, S&P 500 avançou 0,67% a 5.670,97 pontos e o Nasdaq ganhou 0,87% a 17.601,05.

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