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Ibovespa tem 3ª queda, guiada por Vale, apreensão com FED

Índice da bolsa caiu 1,21 por cento, a 52.740 pontos, menor patamar desde 9 de outubro


	Telão da Bovespa: giro financeiro do pregão foi de 8,5 bilhões de reais
 (Alexandre Battibugli/EXAME)

Telão da Bovespa: giro financeiro do pregão foi de 8,5 bilhões de reais (Alexandre Battibugli/EXAME)

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Da Redação

Publicado em 7 de novembro de 2013 às 17h26.

São Paulo - A Bovespa emendou a terceira queda nesta quinta-feira, com seu principal índice caindo ao menor nível em quase um mês, diante da apreensão com a situação fiscal brasileira e o futuro do programa de estímulos monetários nos Estados Unidos, ofuscando o otimismo com o corte de juros do Banco Central Europeu.

O Ibovespa caiu 1,21 por cento, a 52.740 pontos, menor patamar desde 9 de outubro. O giro financeiro do pregão foi de 8,5 bilhões de reais. Os investidores se mostraram cada vez mais nervosos sobre o futuro do programa de estímulo econômico do Federal Reserve, banco central norte-americano.

Os temores ganharam fôlego na sessão após dados mostrarem que a economia norte-americana cresceu 2,8 por cento na taxa anualizada no terceiro trimestre, acima do esperado. Porém, o relatório mostrou fraqueza nos gastos do consumidor, reforçando a ansiedade dos investidores antes da divulgação de dados sobre o mercado de trabalho na sexta-feira. Além disso, agentes do mercado temem uma piora na nota de crédito do Brasil, depois do desempenho fiscal de setembro ter praticamente enterrado as chances do setor público cumprir a meta de superávit primário do ano. "Estrangeiros estão na ponta comprada e são muito sensíveis a um eventual rebaixamento", afirmou o analista-chefe da Corretora Magliano, Henrique Kleine.

A ação preferencial da mineradora Vale, que iniciou o pregão em alta, fechou em queda de mais de 3 por cento, mesmo após a companhia ter divulgado forte resultado trimestral na véspera. O papel encerrou o mês passado em alta de 7,2 por cento, contra valorização de 3,66 por cento do Ibovespa, com investidores já antecipando resultados fortes.

Pela manhã, o Ibovespa chegou a subir mais de 1 por cento, após decisão do Banco Central Europeu (BCE) de reduzir a taxa básica de juros para nova mínima histórica de 0,25 por cento ao ano, diante da desaceleração inesperada na inflação e da fraca recuperação econômica da zona do euro. "Teoricamente, a decisão pode contribuir para uma melhora na situação do nível de atividade da Europa, o que acaba beneficiando o mundo como um todo", afirmou o analista de renda variável João Pedro Brugger, da Leme Investimentos.

"E, com o dinheiro mais barato e a maior injeção de liquidez, o dinheiro não necessariamente vai para o mercado produtivo, pode migrar para mercados de risco maior". O analista acrescentou, contudo, que é difícil medir em termos da economia real até que ponto a Europa pode se recuperar.

DESTAQUES Além da Vale, a preferencial da Petrobras e PDG Realty ficaram com as principais pressões negativas sobre o Ibovespa.

Já a Usiminas exerceu a maior pressão de alta, seguida por Eletropaulo, que anunciou na véspera lucro líquido trimestral de 27 milhões de reais. Dentre as outras companhias que divulgaram resultados trimestrais entre o fechamento da véspera e a abertura desta sessão, Kroton, Braskem e Cosan subiram e Ultrapar e Telefônica Brasil caíram.

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