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Jaguar Land Rover suspende exportações de carros para os EUA

A decisão da JLR entrará em vigor na segunda-feira e durará ao longo do mês de abril, enquanto avalia formas de amenizar a tarifa adotada por Donald Trump

Oficina de clássicos da Jaguar Land Rover no Brasil. (Divulgação/Divulgação)

Oficina de clássicos da Jaguar Land Rover no Brasil. (Divulgação/Divulgação)

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 5 de abril de 2025 às 16h45.

A montadora Jaguar Land Rover (JLR) suspendeu neste sábado as remessas de seus veículos produzidos no Reino Unido para os Estados Unidos durante o mês de abril, em reação às tarifas de 25% impostas pelo governo americano sobre automóveis importados.

"À medida que trabalhamos para abordar as mudanças nas condições comerciais com nossos parceiros empresariais, implementaremos ações de curto prazo, incluindo a interrupção dos envios em abril, enquanto desenvolvemos nossos planos de médio a longo prazo", disse um porta-voz da empresa em um comunicado enviado à Agência EFE.

A Jaguar Land Rover considera os Estados Unidos um "mercado importante" para suas marcas de alto padrão, enfatizou o porta-voz.

Segundo o jornal britânico “The Times”, a decisão da JLR entrará em vigor na segunda-feira, enquanto avalia formas de amenizar a medida adotada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

A montadora, de propriedade do grupo indiano Tata Motors e que emprega 38.000 pessoas no Reino Unido, estima ter dois meses de reserva de carros nos Estados Unidos que não estariam sujeitos a essas novas tarifas, de acordo com o jornal.

Os veículos levam cerca de três semanas para chegar ao país após saírem do Reino Unido.

A Jaguar Land Rover vende cerca de 400.000 veículos premium por ano, cerca de um quarto dos quais são exportados para os Estados Unidos, onde seus modelos Rover Defender e Range Rover Sport são extremamente populares entre as celebridades americanas.

O governo britânico optou por acelerar as negociações com os EUA para chegar a um novo acordo econômico bilateral, em vez de adotar medidas recíprocas para tarifas.

No entanto, ressaltou que "todas as opções estão sobre a mesa" e abriu um período de quatro semanas para consultas com empresas britânicas para elaborar uma possível lista de produtos americanos aos quais seriam aplicadas tarifas recíprocas.

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