As ações da Petrobras registraram forte queda nesta quinta-feira, 3, na esteira de outras petroleiras listadas na bolsa brasileira. (Agência Petrobras/Divulgação)
Repórter de Mercado Imobiliário
Publicado em 3 de abril de 2025 às 17h31.
Última atualização em 3 de abril de 2025 às 18h31.
As ações de petroleiras listadas na B3 registraram forte queda nesta quinta-feira, 3, na esteira do preço do petróleo. Os contratos futuros do petróleo caíram diante de tarifas comerciais muito acima do esperado anunciadas por Donald Trump. O petróleo Brent para junho, que é a referência mundial, caiu 6,42% na Nymex para US$ 70,14. Enquanto isso, o WTI, referência americana, recuou 6,64% a US$ 66,95.
A ação preferencial da Petrobras (PETR4) caiu 3,23%, enquanto a ordinária (PETR3) caiu 3,53%. A PRIO (PRIO3) caiu 6,95%, a Brava (BRAV3) caiu 7,18% e a PetroRecôncavo (RECV3), 5,54%.
O ataque tarifário do presidente dos Estados Unidos intensifica uma guerra comercial que coloca em risco a economia global e a demanda por matérias-primas, sobretudo o petróleo. Tarifas de 34% sobre a China, por exemplo, podem afetar o crescimento e a demanda pela commodity.
Somado a isso, Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, todos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), concordaram em aumentaram a produção da commodity em 441 mil barris por dia em maio em vez de 135 mil acordados inicialmente.
"Acreditamos que essa decisão não era esperada, é negativa para as ações do setor e, na prática, antecipa três meses de incrementos de 137 mil barris planejados pelo cartel. O fato também confirma o aumento da queda dos preços do Brent, que já operava no negativo após o Liberation Day", afirma a casa de análise Ativa Research.