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Unilever aumenta volume de vendas, mas perde participação no mercado

Pressões inflacionárias têm afetado as vendas da companhia, impulsionado consumidores a comprarem produtos de marcas próprias de supermercados

Unilever: empresa tem sofrido com a mudança nas compras dos consumidores perante as pressões inflacionárias (Unilever/Divulgação)

Unilever: empresa tem sofrido com a mudança nas compras dos consumidores perante as pressões inflacionárias (Unilever/Divulgação)

Publicado em 8 de fevereiro de 2024 às 08h09.

A Unilever, dona de marcas como Dove e Magnum, reportou aumento de vendas pela primeira vez desde 2021. A alta foi de 7% em 2023, em linha com as expectativas e com ajuda de vendas de produtos como desodorantes e maionese. No entanto, a participação da empresa no mercado global caiu para 37% no quarto trimestre, contra 38% no trimestre anterior e 48% no primeiro trimestre de 2023. 

As pressões inflacionárias têm afetado as vendas da Unilever e impulsionado consumidores a comprarem produtos de marcas de supermercados, principalmente na Europa. "Nossa competitividade continua decepcionante e o desempenho geral precisa melhorar", disse o CEO Hein Schumacher. 

A receita da Unilever, que atua nos segmentos de beleza e alimentos, caiu 0,8% para € 59,6 bilhões. O lucro operacional subiu 2,6% para € 9,9 bilhões. A empresa também anunciou que iniciará um programa de recompra de ações de €1,5 bilhão ($1,6 bilhão) no segundo trimestre.

É a primeira divulgação de resultados após o plano de reestruturação proposto por Schumacher. A ideia é concentrar os investimentos nas 30 principais marcas da Unilever, que representam cerca de três quartos da receita. 

"Estamos nos estágios iniciais deste trabalho e há muito a ser feito, mas estamos nos movendo com velocidade e urgência para transformar a Unilever em um negócio consistentemente de alto desempenho", disse o CEO nesta quinta-feira.

Até agora, Schumacher rejeitou pedidos de desmembramento da empresa, dizendo que tentará reviver o desempenho sem medidas mais drásticas. Mas os resultados novamente mostraram que sorvetes e outros produtos alimentícios ficaram atrás de cuidados pessoais, beleza e cuidados domésticos.

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