Repórter
Publicado em 4 de abril de 2025 às 21h23.
Essa primeira semana de abril de 2025 ficará marcada para os investidores. Wall Street teve amargas perdas. Em dois dias, US$ 6 trilhões "evaporaram" do mercado acionário norte-americano, segundo estudo de Einar Rivero, CEO da consultoria Elos Ayta. Foi a pior semana para os investidores a desde a pandemia de covid-19, em 2020.
O presidente Donald Trump anunciou na quarta-feira tarifas de, no mínimo, 10% para produtos de mais de 180 países ou territórios. Trump chamou o ato de "Dia de Libertação" para os EUA. A mensagem do republicano é que suas medidas irão atrair empresas para os EUA.
Desde 20 de janeiro de 2025, data da posse do presidente Donald Trump, Wall Street já encolheu em US$ 9,81 trilhões.
As "Seven Magnificents" (Alphabet, Nvidia, Meta, Tesla, Amazon, Apple e Microsoft) perderam juntas no pregão de sexta-feira US$ 802 bilhões, uma retração menor do que a registrada no dia anterior, quando o tombo foi de US$ 1,03 trilhão. Já são US$ 4,26 trilhões de desvalorização entre essas companhias desde o início do novo governo.
Dentre as maiores quedas, a Nvidia despencou US$ 183 bilhões no dia 4, acumulando uma baixa de US$ 1,07 trilhão desde janeiro. Apple e Microsoft também registraram perdas expressivas, de US$ 533 bilhões e US$ 515 bilhões, respectivamente, no acumulado do ano, segundo estudo da Elos Ayta.
O impacto não se restringiu às gigantes tecnológicas. O restante das empresas americanas perdeu US$ 2,37 trilhões no pregão de 4 de abril, uma queda ainda mais acentuada do que os US$ 1,88 trilhão do dia anterior. Nos últimos dois dias, a retração no valor de mercado das demais companhias atingiu US$ 4,25 trilhões, elevando as perdas desde janeiro para US$ 5,54 trilhões, de acordo com a consultoria.
Desde a posse de Trump, o índice Nasdaq acumula uma desvalorização de 20,59%, consolidando um cenário de forte aversão ao risco. Apenas nos últimos dois dias, o tombo foi de 11,44%.
O Dow Jones Index também não escapou da turbulência. O índice das blue chips já recua 11,9% desde a posse presidencial e desabou 9,26% apenas nos últimos dois pregões. No fechamento de 4 de abril, a queda foi de 5,5%, piorando a perda de 3,98% da sessão anterior.
Já o S&P 500, referência para o mercado americano, acumula uma retração de 15,38% desde a volta do republicano à Casa Branca. Nos últimos dois dias, a queda chegou a 10,53%, sendo 5,97% apenas na sessão mais recente – um desempenho ainda pior do que o recuo de 4,84% registrado no dia 3 de abril, segundo a Elos Ayta.