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As restrições para o financiamento de um segundo imóvel variam entre as instituições financeiras, podendo incluir limites de valor e tipo de imóvel (Yoko Bates/Thinkstock)
Publicado em 3 de abril de 2025 às 15h15.
Ao considerar a compra de um segundo imóvel, muitos se perguntam se ainda é possível obter financiamento. A boa notícia é que, sim, é possível, mas as regras e os tipos de financiamento podem ser diferentes daqueles aplicados para a compra da primeira casa. Embora a maioria dos bancos permita que seus clientes contratem mais de um financiamento imobiliário, algumas condições precisam ser atendidas, e os critérios variam entre as instituições financeiras.
Existem diferentes opções de financiamento para quem deseja adquirir um segundo imóvel, e a escolha entre elas depende de vários fatores, como o tipo de imóvel e o valor envolvido. Os principais modelos de financiamento incluem o Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).
O SFH é o modelo mais comum e oferece juros mais baixos e prazos mais longos, o que o torna atraente para quem deseja pagar o financiamento em longo prazo. No entanto, existem restrições. O imóvel deve ser destinado à moradia própria e não pode estar na mesma cidade do primeiro imóvel, salvo exceções específicas. O limite de valor para imóveis financiados pelo SFH é de R$ 1,5 milhão. É uma opção indicada principalmente para quem busca a estabilidade de um financiamento com condições mais favoráveis.
O SFI é mais flexível e pode ser usado para financiar imóveis comerciais ou rurais, além de não ter limite de valor para o imóvel. Por outro lado, os juros podem ser mais altos, e não há restrições quanto à localização do imóvel, o que oferece mais liberdade ao comprador. Esse sistema é mais indicado para quem pretende adquirir imóveis fora dos padrões do SFH ou com valores superiores.
O processo para financiar um segundo imóvel é semelhante ao do primeiro, mas com algumas considerações extras. A análise de crédito é um dos primeiros passos, onde o banco avalia a capacidade de pagamento do comprador. O histórico de crédito e o comprometimento de renda são fatores determinantes: as parcelas do financiamento não devem ultrapassar 30% da renda mensal bruta do núcleo familiar.
Após a análise de crédito, a vistoria do imóvel é realizada para garantir que o bem esteja em boas condições. Além disso, o comprador precisa apresentar documentos como RG, CPF e comprovante de renda. É importante também verificar se o imóvel tem potencial de valorização, especialmente se o objetivo for no futuro obter um retorno financeiro com a venda ou aluguel.
Apesar de ser viável financiar um segundo imóvel, algumas complicações podem surgir. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, suspendeu a possibilidade de concessão de mais de um financiamento por CPF ou grupo familiar, o que impactou muitos interessados. Além disso, o comprometimento de renda é um ponto crítico, já que o pagamento das parcelas do financiamento não pode comprometer demais o orçamento familiar.
De modo geral, é possível obter financiamento para a compra de um segundo imóvel, desde que o comprador atenda aos requisitos exigidos pelas instituições financeiras e escolha o modelo de crédito mais adequado. O processo envolve análise de crédito, vistoria do imóvel e documentação, além de uma análise cuidadosa das condições financeiras.