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Aeroportos americanos vão medir temperatura de passageiros

Aeroportos participantes são o destino de 94% das pessoas que viajam para os Estados Unidos procedentes dos três países mais afetados pela epidemia

Aeroporto Internacional de Washington Dulles: terminais americanos tomam medidas para prevenir o ebola (Mark Wilson/AFP)

Aeroporto Internacional de Washington Dulles: terminais americanos tomam medidas para prevenir o ebola (Mark Wilson/AFP)

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Da Redação

Publicado em 8 de outubro de 2014 às 15h33.

Washington - Cinco aeroportos americanos começarão a medir a temperatura dos passageiros provenientes do oeste da África, uma medida adotada pelos Estados Unidos para intensificar sua resposta à epidemia mortal da febre hemorrágica, informaram fontes oficiais nesta quarta-feira.

"A grande maioria das pessoas" vinda de Guiné, Libéria e Serra Leoa - os três países mais afetados pela epidemia - será examinada, afirmou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

Os aeroportos que implementarão as medidas são os internacionais John F. Kennedy de Nova York, Washington Dulles, Chicago O'Hare, Hartsfield-Jackson de Atlanta e Newark Liberty, em Nova Jersey.

Juntos, os cinco aeroportos são o destino de 94% das pessoas que viajam para os Estados Unidos procedentes dos três países mais afetados pela epidemia.

"A coisa mais importante para as pessoas compreenderem é que nós temos muita confiança nas medidas de triagem que já estavam sendo adotadas há algum tempo", explicou Earnest.

O anúncio foi feito horas depois da notícia do falecimento da primeira pessoa diagnosticada com ebola nos Estados Unidos, a primeira fora do continente africano, em um hospital do Texas.

Thomas Eric Duncan, um cidadão liberiano, viajou em setembro da Libéria para o Texas para visitar a família.

A epidemia de ebola já matou mais de 3.400 pessoas em Guiné, Libéria, Nigéria, Senegal e Serra Leoa desde o início do ano.

Segundo especialistas, o vírus se espalha através do contato direto com os fluidos corporais da pessoa infectada ou ao tocar o cadáver de uma pessoa que morreu de ebola.

Autoridades de saúde em Nebraska e Geórgia conseguiram tratar com sucesso e dar alta a três missionários americanos infectados com ebola no oeste da África.

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