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Aprovação de Trump cai para 43%, a menor desde que voltou ao poder, diz pesquisa Reuters/Ipsos

Levantamento foi divulgado durante anúncio do presidente dos EUA sobre novas tarifas de importação

Donald Trump: presidente dos EUA fez anúncio nesta quarta sobre novas tarifas de importação (Mandel Ngan/AFP)

Donald Trump: presidente dos EUA fez anúncio nesta quarta sobre novas tarifas de importação (Mandel Ngan/AFP)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 2 de abril de 2025 às 18h08.

Última atualização em 2 de abril de 2025 às 18h42.

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A taxa de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 43%, a menor desde que voltou ao poder, segundo uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada às 17h (horário de Brasília) desta quarta-feira, 2.

De acordo com a Reuters, o resultado refletiria o descontentamento dos cidadãos americanos com as mudanças tarifárias e com o tratamento dado por seu governo às informações sobre um ataque militar no Iêmen.

A pesquisa foi realizada por três dias e divulgada nesta quarta-feira, 2, no mesmo dia do anúncio de Donald Trump de novas tarifas de importação para diversos países.

O levantamento mostrou que a aprovação do desempenho de Trump como presidente caiu 2 pontos percentuais em comparação com uma pesquisa realizada entre 21 a 23 de março, e 4 pontos abaixo da aprovação de 47% que o político teve logo depois de assumir o poder em 20 de janeiro.

Trump registrou seu maior índice de aprovação no primeiro mandato, 49%, logo depois de assumir o cargo em janeiro de 2017. Seu menor índice de aprovação no primeiro mandato foi de 33% em dezembro de 2017. A aprovação geral continua mais forte do que foi na maior parte de seu primeiro mandato.

Já o democrata Joe Biden, antecessor de Trump na Casa Branca, teve seu menor índice, 35%, antes da eleição presidencial de novembro passado.

Avaliação do desempenho econômico

A gestão econômica de Trump recebeu 37% de aprovação. Apenas 30% dos entrevistados aprovaram sua abordagem do presidente para lidar com o alto custo de vida, um desafio também enfrentada por Biden durante o mandato.

Mais da metade dos entrevistados, 52%, acredita que o aumento das tarifas sobre automóveis e autopeças prejudicará pessoas próximas a eles, e uma parcela similar diz que a medida causará mais danos do que benefícios. Mas 30% dos americanos, em sua maioria republicanos, discorda dessa visão, diz a Reuters.

Desde que voltou à Casa Branca, Trump promoveu mudanças drásticas, demitindo quase 200 mil funcionários federais e rompendo normas diplomáticas dos EUA. As políticas tarifárias geraram temor entre investidores, levando a quedas no mercado e preocupações com uma possível recessão.

Preocupação com a política externa

Os entrevistados criticaram o governo Trump pelo tratamento de segredos militares, após a revelação de que líderes discutiram um possível ataque no Iêmen pelo aplicativo Signal, expondo informações a um jornalista.

Na pesquisa Reuters/Ipsos, 74% consideraram imprudente essa forma de comunicação, incluindo 91% dos democratas e 55% dos republicanos. Além disso, 70% afirmaram que Trump deveria assumir a responsabilidade.

Apenas 34% aprovaram sua política externa, uma queda em relação aos 37% de março. Já sua política de imigração teve 48% de aprovação.

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